Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/01/2021
Historicamente, o tabagismo era disseminado por meio de propagandas como um hábito benefíco à saúde, além de ser categorizado como um costume elegante. Assim, as indústrias tabagistas estão diretamente relacinadas com a transcendência dos cigarros, o que facilitou a banalização dos malefícios causados pelo tabaco. Nesse panorama, é necessário enfrentar os desafios no controle do tabagismo, minimizando o quadro crônico de doenças associadas ao fumo, sujeitando os indivíduos às complicações clínicas.
Em primeiro plano, os fumantes passivos estão submetidos aos mesmos riscos que o fumante ativo. Nessa conjuntura, a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) alerta que 14,7% da população, maior de 18 anos, é exposta ao fumo passivo, podendo desenvolver os diagnósticos de doenças pulmonares, por inalarem a fumaça tóxica da combustão do tabaco. Desse modo, o fumo ameaça, não somente, aqueles que o praticam de forma ativa.
Em segundo plano, o tabagismo tornou-se um problema ambiental. Nessa perpectiva, um combustão do tabaco gera, aproximadamente, dois mil compostos químicos, como hidrocarbonetos (substâncias tóxicas e cancerígenas presentes na fumaça do cigarro). Tal cenário contribui para a potencialização dos problemas ambientais, como a contaminação do ar pelas toxinas contidas na fumaça. Nessa óptica, o tabagismo é um agente perturbador do ecossistema.
Infere-se, portanto, que o tabagismo, sinônimo de elegância no passado, ocasiona complicações nas diferentes esferas do ecossistema. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde, o qual é responsável pela administração da saúde pública, implementar medidas de maior fiscalização, por meio de visitas de profissionais especializados, em indústrias tabagistas. Isso deve ser feito com a finalidade de reduzir a quantidade de substâncias tóxicas presentes no cigarro, acarretando na diminuição dos impactos na fisiologia humana e no meio ambiente. Tal implementação pode ser feita através de uma reformulaçao nos elementos permitidos para a produçao do cigarro. Somente assim, os impactos causados pelo tabagismo serão minimizados.