Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/01/2021

É incontrovertível a necessidade de ir ao encontro das problemáticas que perpassam a prática do tabagismo no século XXI. Acerca dessa temática e das possíveis consequências de médio e de longo prazo, sobressaem dois principais agravantes: a normatização do tabagismo, decorrente da glamourização dessa prática por intermédio da influênca das indústrias,  e os crescentes índices de doenças cardiorrespiratórias ligadas ao uso desse entorpecente. Por essas razões, faz-se necessário, pautar, o continuísmo e as consequências dessa problemática social

Em primeiro lugar, é importante destacar a preocupação da indústria do cigarro em vender o seu produto. Análogo à isso, a produção cinematográfica “Obrigado Por Fumar”, retrata sobre o porta-voz de uma empresa tabagista, que articula estratégias de convencimento, de modo a manipular a opinião da sociedade acerca do consumo do cigarro, com o objetico de angariar, cada vez mais, usuários para a marca. Ademais, as estratégias de glamourização do fumo, através de canais midiáticos, como filmes e redes sociais tende a criar um fetichismo no ato de fumar - o usuário imerge-se em prazeres relacionados à falsas ideias de satisfação pessoal, de liberdade e de empoderamento.

Como consequência dessas causas, é válido ressaltar que, a médio e a longo prazo, os desdobramentos relacionados à prática do tabagismo apresentam índices preocupantes. Pova disso, são os dados coletados pela pesquisa “Carga das doenças tabaco-relacionadas no Brasil” e divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), ao revelar que, o número de mortes causadas por doenças cardiorrespiratóras ligadas ao cigarro, somam, 61,5 mil por ano. Por tudo isso, fica clara a urgente necessidade de frear esse consumo deletério.

Nesse sentido, de modo a diminuir o número de adeptos do tabagismo, cabe ao Ministerio da Saúde, por meio da divulgação ostensiva de propagandas midiáticas, em horários estratégicos, realizar campanhas de cunho mais contundente contra o tabagismo, de modo a alertar a população a respeito dos prejuizos físicos e psicossomátios causados pelo cigarro e, como efeito, estimular o combate dessa prática. Além disso, urge que o Estado, juntamente ao Ministério da Justiça, sancione as empresas de cigarro que estimulam o consumo do tabaco, através de canais midiáticos, e puna aquelas que não explicitarem, nas embalagens, os riscos gerados à saúde pelo seu consumo. Somente com essas medidas, diminuir-se-á o índice de mortes apontados pelo INCA.