Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/01/2021
O tabagismo no século XXI está muito influenciado e alavancado pela indústria cinematográfica, que se tornou muito forte nos dois últimos séculos. Visto que, pelo fato desta sempre retratar as pessoas muito influentes como fumantes, o que , por conseguinte, criou um status social de prestígio àqueles que consomem tal produto. Não só, mas também, existiam as campanhas de publicidade (as quais foram proibidas em 2011 pela Lei Antifumo), que utilizavam a mesma estratégia, de retratar atletas e celebridades consagradas como fumantes. Como resultado destes métodos, segundo dados do INCA ( Instituto Nacional Do Câncer), nos últimos 20 anos o consumo deste cresceu 300%.
Em primeira análise, há de se destacar que, em virtude do consumo de tabaco, o sistema brasileiro de saúde é sobrecarregado, pois fumar causa doenças cardiovasculares em seus dependentes, as quais são consideradas pela OMS ( Organização Mundial Da Saúde), como doenças crônicas. Segundo dados do Ministério Da Saúde, estas consomem cerca de 70% da verba deste órgão, que acarreta no subfinanciamento do sistema e precarização das demais áreas, causando déficit de leitos, falta de médicos, entre outros imbróglios. Haja vista, que fere um Direito Constitucional garantido pelo artigo 205, o qual assegura acesso gratuito e de qualidade a todos, não sendo contemplado por tais gastos e doenças evitáveis.
Ademais, discute-se o poder de dependência que o cigarro com seus componentes possui, com a Nicotina como principal destes. Tal força, faz com que os dependentes não passem longos períodos sem ingerí-los e isso tem como consequência, em atividades laborais, pausas para fumar e perda de produtividade. Segundo dados da universidade inglesa Oxford, os trabalhadores, em suas pausas, antes e após perdem produtividade e esta chega a 30%, ocasionando incalculáveis prejuízos fincanceiros. Por consequência, causa estagnação econômica e desemprego pelo déficit monetário que este hábito causa.
Em suma, a indústria cinematográfica, é uma das responsáveis pelo elevado número de dependentes de cigarro, aliados às propagandas que utilizavam a questão do status para induzir o consumo. Além disso, existem os imbróglios causados na saúde e na economia. De tal forma que, o Ministério da Saúde junto às unidades básicas da família poderiam criar palestras, eventos culturais voltadas à população, com o objetivo preventivo quanto ao tabagismo. Através de métodos, ensinar os malefícios que este causa e com apoio psicológico aos que pretendem iniciar seu consumo. A fim, de reduzir os gigantescos gastos que tal hábito causa e investir nos demais setores da saúde, garantindo seus direitos integralmente.