Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/08/2021
Consoante ao sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra " Modernidade Líquida", a sociedade pós-moderna é caracterizada pela cultura dos excessos.Nessa perspectiva, na conjuntura contemporânea, percebe-se um aumento significativo no número de fumantes, em decorrência do forte apelo midiático, o qual instiga os indivíduos a consumirem o tabaco de maneira exacerbada e,dessa forma, se tornarem tabaquistas ativos e dependentes.Nesse contexto, urge analisar como a mídia e a negligência estatal impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar, a princípio, que a permanência entre gerações do ato de fumar está intrinsecamente relacionado à influência da mídia.Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a indústria cultural utiliza os veículos de comunicação de massas para disseminar modelos de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade.Sob tal ótica, no século passado fumar era sinônimo de prestígio social, à medida que os anúncios publicitários incitavam o público jovem a consumirem o tabaco, em razão do intenso apelo midiático aos efeitos de prazer proporcionados pelas substâncias presentes nos cigarros.Desse modo, apesar da hodierna proibição de conteúdos apelativos quanto ao uso do cigarro na esfera publicitária, nota-se a manutenção dessa prática no âmbito social.
Outrossim, vale salientar a ineficácia das políticas públicas de combate ao tabagismo como fator prepoderante para a ocorrência precoce do ato de fumar pelo público jovem. De acordo com um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, o número de fumantes cresceu entre indivíduos de 18 a 24 anos.Nesse viés, é perceptível as mínimas iniciativas do Estado em atuar de maneira preventiva ao ato de fumar, uma vez que houve um aumento no número de fumantes no cenário nacional. Tal panorama ocorre, sobretudo, devido às poucas campanhas de conscientização social sobre os riscos à saúde propiciados pelo cigarro, como cânceres e problemas cardiovasculares. Por conseguinte, esse quadro corrobora para o aumento no número de fumantes.
Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas estratégicas para minimizar a ocorrência do tabagismo no âmbito social. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão do Estado responsável pelas diretrizes educacionais - promover palestras nas escolas, para pais e alunos, as quais elucidem os prejuízos à saúde e os riscos a dependência proporcionadas pelo uso recorrente do cigarro, haja vista que ações sociais coletivas têm imenso poder transformador.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados na área, como médicos e psicólogos, com o fito de mitigar a prática de fumar no seio social.