Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/01/2021

Ao afirmar, em sua canção, “O Tempo não Para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma confrontação entre o futuro e o passado. Deveras, ele estava certo, pois o tabagismo não é uma agrura atual. Desde o século XIX, há fábricas e consumo de cigarro no mundo. Naquela época, o mesmo era visto como sinônimo de charme, poder e elegância, o que não sabia-se, é que o tabaco possui efeito cancerígeno. Essa vicissitude ainda é uma realidade problemática que é causada, principalmente, por aspectos que são de ordem social, como a influência de amigos. No entanto, esse fato precisa ser mudado, pois além de trazer diversas perturbações psiquiátricas, traz doenças físicas e pode levar à morte.

Em uma primeira análise, deve-se destacar o fato de que muitos indivíduos entram no mundo do tabagismo pela curiosidade, a qual é influenciada por conhecidos, como um dos agravadores do estorvo. Neste segmento, segundo Rousseau, na obra “Contrato Social”, cabe ao Estado propiciar ações que assegurem o bem-estar coletivo. Todavia, nota-se, no Brasil, que o tabaquismo infringe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que o fato do mesmo ainda se fazer presente na sociedade brasileira, afeta de forma negativa a vida de toda a população. Assim sendo, é intolerável que, em pleno terceiro milênio, o uso excessivo e a dependência dessa droga continuem a perdurar na sociedade, violando o que é exigido constitucionalmente.

Outrossim, é imperioso apontar como consequência do vício, problemas de saúde como doenças cardíacas, câncer de pulmão, depressão e esquizofrenia. Segundo o portal da Revista Galileu, devido ao uso do cigarro, 36,7 mil pessoas morrem de doenças cardíacas por ano. Portanto, é imprescindível uma permuta no comportamento da sociedade civil para que, assim, o fim dos problemas causados pela petema, deixem de ser uma utopia.

Consuma-se, então, a necessidade de se combater esse obstáculo. Para isso é preciso que o Governo, por intermédio do Ministério da Saúde e em junção com o poder mediático venha a criar e estimular projetos de compreensão sobre o quão prejudicial é o tabagismo, não só para o usuário, mas sim para a sociedade num todo. Ademais, é imprescindível também, que o Governo, através do Poder Legislativo, intervenha com leis que preveem multas de valor significado a quem não as cumprirem fazendo o uso do mesmo. Para mais, é importante que campanhas de conscientização tabacal sejam realizadas ainda nas pré-escolas, com a finalidade de educar as crianças ao não uso dos derivados do tabaco, afinal, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é o resultado da educação que teve.