Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/01/2021
Na série televisiva americana “Mad Men”, a história é vivenciada em uma sociedade dos anos 60, na qual o uso de cigarro era uma forma de adquirir prestígio no meio social.No Brasil contemporâneo o tabagismo encontra muitos problemas e consequências.Isso deve-se sobretudo a falta de compreensão das consequências negativas do ato de fumar, mas também que o interesse das grandes empresas do setor dê lugar ao bem-estar da coletividade.Desse modo torna-se urgente a reverssibilidade do cenário em questão.
De início, é incoerente que, mesmo com todas as consequências nocivas, ainda haja cultura de fumantes no Brasil. Nesse viés, a combustão do tabaco gera aproximadamente 2000 compostos químicos, como hidrocarbonetos, substâncias poluentes e cancerígenas. Ocorre que a população fumante desconhece — ou ignora — os efeitos dessas substâncias tóxicas para o organismo humano. Dessa forma, não é razoável que o prazer momentâneo de um cigarro dê lugar ao câncer de pulmão, ao enfisema pulmonar e a diversas doenças letais.
Sob outra análise, a Lei Antifumo, publicada em 2011, prevê estratégias para desestimular o consumo de cigarros e garante a integridade, inclusive, dos fumantes passivos. Nesse viés, a influência da indústria tabagista brasileira ainda é um obstáculo para que a legislação brasileira alcance plenamente seus objetivos. A esse respeito, os cigarros sem fumaça e a facilitação do contrabando dos maços são estratégias cruéis que desqualificam as campanhas antitabagismo no Brasil. Assim, enquanto os interesses das grandes empresas tabagistas se mantiverem vivos, ainda haverá “cowboys” da Marlboro na sociedade brasileira.
O consumo de cigarros precisa, portanto, ser combatido no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve apresentar à sociedade os malefícios do fumo, por meio de infográficos e de documentários, como depoimentos de indivíduos que desenvolveram doenças pulmonares, a fim de eliminar a prática do tabagismo. Inclusive, o próprio MS precisa fiscalizar as empresas que comercializam maços de forma irregular, por intermédio do envio de fiscais aos centros de distribuição desses produtos, de sorte que a nação brasileira construa, de fato, uma sociedade saudável e livre dos malefícios do tabaco.