Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/01/2021

TEMA:  CONTROLE DO TABAGISMO NO BRASIL: AVANÇOS E DESAFIOS

No seriado televisivo “Coisa mais linda”, da Netflix, se passa no Brasil no ano de 1959, nota-se na série o uso excessivo do cigarro entre seus personagens em praticamente todas as cenas. Desse modo, pode-se observar que naquela época era mais comum o uso do tabaco por consequência principalmente da influência das mídias, esse produto era sinônimo de classe, elegância e poder. Entretanto, comparando com o século atual, é notável a queda desse glamour, visto que a mídia não pode fazer propaganda do produto, além da entrada de novos vícios na sociedade, por exemplo,alguns tipos de drogas.

Em primeiro plano, segundo dados divulgados pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - no Brasil, estima-se que o tabagismo seja responsável por 200 mil óbitos ao ano, em síntese, houve uma baixa nos índices, mas não significa que esse desafio esteja perto de ser solucionado. Destarte, o cigarro se torna um vício justamente por conter uma substância psicoativa, a nicotina, que libera a dopamina (neurotransmissor cerebral) na qual é responsável por liberar sensações de prazer temporário.

Em segundo plano, a Lei 9.294 foi sancionada com o intuito de restringir o uso de cigarros em lugares públicos, é perceptível ao entrar em ônibus, restaurantes e até mesmo em praças, placas que demonstram a proibição, todavia muitos desses espaços não são respeitados. Eventualmente, a OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde - publicou que 1,2 milhão de pessoas morrem pelo uso indireto, ou seja, não fumantes que ficam expostos ao fumo passivo. Infelizmente isso ocorre e ainda assim esse produto é legal no país, no qual é vendido sem supervisão e em qualquer comércio pode ser encontrado.

Em virtude dos fatos mencionados, portanto, o controle do tabagismo deve e precisa ser realizado de forma mais ágil possível, pois, são vidas perdidas pelo vício. O governo deve promulgar leis que tornem o uso do tabaco ilegal, por conseguinte fiscalizar o comércio para que a venda seja restringida por completo. Juntamente com empresas e associações privadas, promover campanhas contra o fumo, colocando cartazes em lugares públicos e nos hospitais a fim de causar impacto no leitor sobre as consequências, por exemplo, doenças respiratórias, câncer e morte.