Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/01/2021

“Você coloca essa coisa que pode te matar entre os dentes, mas não lhe dá o prazer de conseguir.”. No filme “A culpa é das estrelas”, o personagem principal, Augusto Waters, faz essa metáfora sobre o uso do cigarro quando perguntado porque tinha um maço se não fumava. Ao relacionar à ficção com realidade, muitos adolescentes não pensam igual ao personagem e, mesmo com diversos estudos sobre as consequências do tabagismo para saúde, o consumo do cigarro vêm aumentando entre os jovens. Dessa forma, é necessário entender como a falta de diálogo entre a família e a ineficácia na fiscalização da venda desse produto trazem consequências para a saúde física e comportamental do indivíduo.

Em primeiro lugar, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a família é o primeiro mecanismo de socialização do indivíduo. A partir disso, é responsabilidade desse núcleo alertar os filhos sobre as consequências do consumo do tabaco e observar os comportamentos que revelem se o jovem faz uso dessa droga lícita. Porém, a falta de diálogo entre as famílias e a falsa ideia de que os filhos não irão se envolver com essa substância faz com que os jovens, influenciados pelo grupo de amigos, mídia ou internet, utilizem do cigarro desde os primeiros anos da adolescência. Assim, no futuro, problemas de saúde como o efizema pulmonar, o câncer de pulmão e a tosse crônica se tornarão irreversíveis e limitarão à vida  do indivíduo.

Além disso, no Brasil, existe uma falha na fiscalização da venda de cigarros nos estabelecimentos comerciais de forma que, em alguns lugares, menores de idade conseguem comprar desses produtos sem nenhuma restrição. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, 81,1% de adolescentes entre 13 e 17 anos compraram cigarros em lojas ou restaurantes e não foram reprimidos. Logo, os jovens, ao não serem penalizados pelo consumo de tabaco com menos de 18 anos, passam a consumir essa droga diariamente e, em longo prazo, podem apresentar problemas psicológicos como esquizofrenia e depressão, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS)

A partir disso, o Ministério da Saúde, por meio de uma parceria com as escolas públicas e privadas, deve realizar uma campanha com a finalidade de alertar jovens de 13 a 18 anos sobre os danos causados ao corpo humano pelo consumo do tabaco. Essa campanha deverá ser feita por palestras nas instituições de ensino e ter a presença dos pais e responsáveis para que esses sejam instruídos a como estabelecer um diálogo com os filhos sobre os efeitos dessa droga e prevenção. Além disso, o Governo Federal deverá fazer uma fiscalização mais rígida nos estalecimentos comerciais a fim de evitar a venda de cigarros para menores de idade e multar quem descumprir a lesgislação.