Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/01/2021

“O conhecimento é, em si mesmo, uma forma de poder.” Essa afirmação do filósofo inglês Francis Bacon simboliza a dificuldade de se minimizar os impactos gerados ao indivíduo e à economia, pelo uso do tabaco no Brasil atualmente. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a prática do tabagismo é um fator causal de quase 50 doenças incapacitantes e fatais, como o câncer de pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Essa vicissitude tem origem inegável na ausência de uma atuação conscientizadora por parte do Estado, como também na propaganda enganosa em que parte das Indústrias do tabaco associam o ato de fumar à imagens positivas, contribuindo para o agravamento desse panorama.

Sob esse viés, a Indústria do Cigarro tem uma histórica relação de prejuízo com a sociedade ao passo em que desenvolve inúmeros planos de publicidade enganosa para chamar a atenção de mais pessoas. Nesse contexto, dados da Equipe Oncoguia mostraram que algumas empresas norte-americanas coordenaram-se para estruturar campanhas que deturpavam provas científicas que demonstraram a relação entre o tabagismo e o aparecimento de doenças. A nível de Brasil, indústrias do tabaco buscam burlar medidas regulatórias e sua mais recente estratégia, foi acrescentar aditivos de sabores em cigarros, com o fito de torná-los mais palatáveis e atraentes para o público jovem. Nesse sentido, conclui-se que a globalização dessas estratégias faz com que o consumo de tabaco continue a existir, não somente no Brasil, como em todo o mundo.

Concomitantemente, diante de uma epidemia de falta de informações sobre os riscos e do marketing excessivo a favor do consumo de produtos derivados do tabaco, é papel do Estado advogar pela saúde da população brasileira através de conhecimento. Em sentido contrário, muitos governos corroboram um clima de boa vontade com o negócio do tabaco, quando concedem incentivos fiscais, o que auxilia na queda dos custos de produção e na redução do preço final dos produtos. Torna-se evidente, que tal postura por parte dos administradores públicos facilita o acesso e não a redução no número de usuários.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos do tabagismo. Cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde, promoverem debates nas redes públicas e privadas de ensino, garantindo a presença de médicos que expandam o conhecimento sobre como o tabaco prejudica os sistemas vitais. Tais palestras podem ser realizadas aos finais de semana para facilitar a presença de um maior contingente de alunos e familiares, com o fito de desmascarar os aspectos positivos divulgados pela mídia. Assim, o número de fumantes diminuirá significativamente.