Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/01/2021
Na obra Auto da Barca do Inferno, do escritor Gil Vicente, há uma forte crítica ao comportamento vicioso dos indivíduos do século vigente, evidenciando os efeitos. Sob esse viés, o pensamento do autor reflete na sociedade contemporânea, uma vez que o tabagismo promove danos a saúde humana e ao meio ambiente, sendo fruto de um passado histórico e a cultura capitalista de incentivo ao uso. Desse modo, o vício a essa substância ocasiona consequências graves, como doenças crônicas e aumento do índice de poluição, necessitando debater essa problemática.
Mormente, no filme “Obrigado por Fumar”, do ano de 2005, evidencia a história de um dono da empresa de cigarros que busca manipular a população a favor do seu produto, mascarrando o lado negativo. Nesse cenário, fora da ficção, a realidade é semelhante, pois há um grande incentivo da cultura capitalista a prática do fumo, como em novelas e filmes, sendo normalizado na sociedade. Consequentemente, a Lei da Anvisa exige que as embalgens apresentem fotos e informações acerca dos riscos à saúde, mas não diminui a problemática, visto no desenvolvimento de doenças crÔnicas - Cancêr de pulmão- as quais causam efeitos permanentes aos indivíduos.
Ademais, os danos não são apenas aos fumantes, mas também ao meio ambiente, pois a fumaça e cinza produzidas ocasionam a poluição atmosférica e aumento do aquecimento global. Segundo Karl Marx, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa os valores éticos e morais. Desse modo, nota-se que apesar de evidentes e conhecidas os efeitos negativos do consumo do tabaco, ainda há um forte estímulo, deixando em segundo plano os graves problemas. Logo, torna-se essencial debater essa questão perante a sociedade civil, a fim de romper o contexto de causas e consequências do tabagismo, garantindo maior qualidade de vida.
Dessarte, o tabagismo é uma prática recorrente na atual conjuntura, fruto do estímulo das grandes empresas ao consumo, visando apenas o lucro em detrimento as consequências. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve proporcionar a elaboração de um projeto de lei, baseado na rigidez das normas existentes e plano de tratamento dinâmico e seguro aos usuários. Isso pode ser feito por meio da aplicação de verbas governamentais na construção de mais centros de reabilitações e na diminuição de imagens de cigarros nas novelas e filmes, as quais busquem desmitificar a normalização instaurada e combate as doenças crÔnicas. Por fim, essas medidas têm o intuito de assegurar melhores condições à saúde humana e ao meio ambiente, sendo essencial possibilitar o debate dos riscos perante a comunidade civil.