Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/01/2021

De acordo com as pesquisas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde(OMS), mais de 8 milhões de pessoas morreram devido às consequências do consumo do tabaco. Ainda que esse dado seja preocupante, é indubitável que o tabagismo ainda é um imbróglio vivenciado socialmente, o qual apresenta barreiras que dificultam a mudança desse cenário. Essa problemática é motivada tanto pelas alterações garantidas pela modernidade quanto pela glamourização cultural do fumo.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, segundo o qual a sociedade vive em uma modernidade líquida marcada pela imprevisibilidade da mudança. Essa ideia é  possível de ser analisada na organização social que, tendo em vista a modificação drástica na forma de convivência, é caracterizada pela competição desenfreada e relações sociais incontundentes. A partir disso, uma parcela da população, que sofre essa pressão constantemente, se torna refém do tabagismo no intuito de encontrar alternativas para alcançar um prazer momentâneo contra o estresse. Sendo assim, é perceptível que, enquanto não houver mudanças positivas na estrutura da sociedade, o desenvolvimento de um mundo mais saudável apresentará empecilhos para a sua efetivação em detrimento do aumento de insuficiências respiratórias e patologias pulmonares.

Segundamente, vale salientar o mercado do tabaco hodierno, o qual corresponde a uma ampla variedade de meios pelos quais é possível a realização do seu consumo. Tal respectivo ponto é visto na atual manipulação de equipamentos, como os narguilês e cigarros eletrônicos, que têm atraído veemen- temente a atenção das pessoas, principalmente dos jovens, por serem métodos que se enquadram nos padrões estéticos. Tal ideia é comprovada pela Pesquisa Global sobre Tabaco para Jovens, conforme a qual o consumo de insumos do tabaco divergentes do cigarro aumentou em 34 das 100 cidades analisadas. Dessa forma, é notório a ocorrência de normalização cultural do consumo do cigarra, moldada, principalmente, pela negligência social e pouca reflexividade acerca das consequências vitais.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam tomadas a fim de que o tabagismo deixe de ser realidade. Destarte, as Secretarias de Cultura e Lazer dos municípios devem promover atividades, por meio de dinâmicas e didáticas lúdicas, que proporcionem momentos de relaxamento e alívio contra o estresse e a ansiedade a fim de que o indivíduo encontre meios alternativos em desfavor do tabagismo e, assim, tenham uma maior qualidade de vida. Esse plano, será concretizado com o apoio de educadores físicos, haja vista que essa atividade é de demasiada importância ao bem estar. Faz-se imperativo, também que as escolas realizem palestras sobre os efeitos nocivos do tabaco para que os jovens abandonem essa cultura. Assim, o dado divulgado pela OMS deixará de ser uma realidade