Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/01/2021
Na série televisa Elite, a personagem Nádia, por pressão externa e naturalização do uso entre seus amigos, acaba por permitir-se fazer o uso de diversas drogas lícitas e ilícitas. Fora da ficção, no Brasil, os problemas relacionados ao tabagismo continuam sendo perpetuados não só pelo desconhecimento de seus malefícios, mas também pela romantização e banalização de seu uso, principalmente pelos jovens.
Hodiernamente, a falta de políticas públicas que visam conscientizar a população a respeito das consequências oriundas do tabaco é um dos principais impasses que favorecem o perdurar do seu uso. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, assegura garantir saúde a todos, mediante políticas sociais, a fim de reduzir riscos de doenças e outros agraves. Sob essa ótica, o descaso governamental nesse investimento segue em contramão ao direito garantido pela sua própria Carta Magma.
Ademais, a romantização e disseminação da utilização de cigarros eletrônicos também potencializa o imbróglio. Consoante ao filósofo Arthur Schopenhauer, o maior erro que o homem pode cometer é sacrificar sua própria saúde a qualquer outra vantagem. Por esse ângulo, considerando que muitos jovens entram no mundo do tabaco somente pela influência e pressão de serem como os outros, acabam colocando sua saúde em risco em prol da aceitação social.
Em virtude dos fatos mencionados, percebe-se a necessidade ações para enfrentamento e mitigação dessa mazela social. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação aliado ao Ministério da Saúde, promover debates entre alunos, funcionários e familiares, por intermédio de psicólogos e médicos, no intuito de conscientiza-lós sobre a questão de sua própria aceitação e das complicações do cigarro. Por consequência, situações como a vivenciada pela jovem Nadia podem ser evitadas.