Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/01/2021

Em 1955 uma indústria tabagista lançava sua principal campanha midiática para estimular o consumo: O Cowboy da Malboro. Além disso, a empresa destinava o seu foco ao público feminino e aos adolescentes da época, reconfigurando a imagem do cigarro em poder, sensualidade e liberdade. Por consequência disso, o hábito de fumar perpetua fortemente nos dias de hoje, devido à má gestão familiar e a deficiência no acesso à educação.

Convém ressaltar, a princípio, que o ambiente doméstico ressalta-se como um complexo dificultador. Conforme Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Desse modo, o tabaquismo, geralmente, está relacionado a um costume passado entre gerações, haja vista que a convivência com parentes habituados ao consumo de tabaco pode induzir outros familiares a adotarem essa conduta. Logo, a inserção da pessoa em um ambiente influenciador, acaba por agravar o impasse.

Outrossim, é imperativo destacar a falta de uma educação formadora como um dos fatores que validam a persistência da problemática. De acordo com a Constituição Federal, órgão de maior hierarquia no sistema jurídico, garante o acesso á educação. Entretanto, na realidade do Brasil, esse ideal não é concretizado, pois, o acesso ao conhecimento é desigual e fragmentário, acarretando a um processo de incultura a respeito do habito de fumar e suas consequências.

Evidencia-se, portante, a necessidade de ações interventivas para minimizar o tabagismo no território nacional. Para tanto, o Governo deve investir nas regiões mais afetadas, para proporcionar condições igualitárias de acesso à educação. Ademais, compete ao Ministério da saúde - órgão responsável pela proteção e prevenção da saúde - por meio do amplo debate entre faíilia e Estado, introduzir novos métodos eficazes de fluxo de informação, com o fito de transformar a saúde da população brasileira e, consequentemente, promover qualidade de vida aos fumantes. Feito isso, o país poderá, gradativamente, mudar a realidade do tabagismo no Brasil.