Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Em 1955, a indústria tabagista lançava a sua principal campanha midiática, o “Cowboy” da Malboro, com o objetivo de incentivar o uso do cigarro. Todavia, infelizmente, na contemporaneidade, o hábito de fumar fomentado desde o século passado pelo romantismo do consumo se mostra um grave problema de saúde pública. Desse modo, vê-se que, lamentavelmente, o tabagismo no século XXI acarreta sérios problemas e consequências, desafio o qual está ligado à dependência química e aos problemas de saúde.
A princípio, convém observar, como causa latente do tabagismo, hodiernamente, o consumo exarcebado por uma parcela expressiva da população, os jovens, uma vez que o uso do cigarro se torna uma característica de status entre os amigos, outrossim de funcionar como uma válvula de escape para os problemas sociais e psicológicos que acometem a base da pirâmide etária. Em consequência disso, o uso rotineiro acarreta em vício e intensifica diversos transtornos psicossociais, como: depressão e esquizofrenia. Nesse sentido, segundo a OMS, à saúde é o completo estado de bem-estar físico, social e psicológico e não apenas a ausência de doenças. Assim, tristemente, evidencia-se como o uso de nicotina desencadeia e intensifica problemas antes não vividos pelo o usuário, além de não proporciona uma vida saudável e produtiva para o futuro da nação.
Ademais, outro fator notoriamente relacionado com as causas e consequências do tabagismo são os problemas respiratórios, adquiridos a curto e/ou a longo prazo, posto que a fumaça emanado do cigaro -composta de hidrocarbonetos- possuí substâncias cancerígenas, e representa riscos à saúde do usuário e dos que estão ao seu redor -fumantes passivos. Consequentemente, torna-se o uso, lastimável, de tabaco uma epidemia -38% da população brasileira é fumante, o que reprensenta 22 milhões de pessoas, de acordo com o INCA, em 2019. Desse modo, é possível relacionar esse quadro ao pensamento do filósofo inglês Thomas Hobbes, o qual defende que o homem é o lobo do homem, o que é lúcido, pois, ao mesmo tempo que o consumo do tabaco faz mal pra si próprio, ainda propaga-se a fumaça para os que estão ao redor. Logo, identifica-se como, infelizmente, o uso de nicotina traz males e faz-se um problema de saúde pública.
Diante do exposto, acerca dos sérios problemas e consêquencias do tabagismo, na atualidade, cabe, portanto, ao Ministério da Saúde, promover campanhas publicitárias que explicitem os diversos perigos que a nicotina desencadeia, como: câncer e impotencia sexual, as quais poderão ser veículadas em canais de televisão aberta, em hórarios de pico, para alcançar o maior contigente populacional. Dessarte, a partir dessa ação será possível que os números de fumantes ativos diminuam.