Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 11/01/2021

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirma, em sua obra Modernidade Líquida, que a sociedade pós moderna padece mudanças em ritmos intensos. De maneira análoga, em vista a realidade do país hodierno, observa-se a tamanha volatilidade no país, principalmente ao que diz respeito aos desafios do combate ao tabagismo perpetuado na sociedade.Infere-se, nesse moomento, promover uma analise acerca da relação da mentalidade social, assim como o interesse das grandes indústrias do setor dê lugar ao bem-estar da coletividade.

A prióri, é incoerente que, mesmo com todas as consequências nocivas, ainda haja cultura de fumantes no Brasil. Diante isso, cabe referenciar o filósofo Pierre Bourdieu, cuja sua tese diz que o pensamento do indivíduo reflete os resultados dos modelos sociais e culturais da realidade inserida. De maneira análoga, ocorre que a população fumante desconhece-ou ignora-os efeitos dessas substâncias tóxicas para o organismo humano, visto os altos índices de compostos químicos, como hidrocarbonetos, substâncias poluentes e cancerígenas. Logo, torna-se evidente que o prazer momentâneo do cigarro dê lugar ao câncer de pulmão, enfisema pulmonar e outras doenças letais, sendo, então, imperativos mudanças que diminuem o índice de usuários.

Outrossim, nota-se a complacência dos gestores públicos e privados diantes os dilemas encarregados na área da saúde. Nesse âmbito, a Lei Antifumo, publicada em 2011, prevê estratégia para desestimular o consumo de cigarros e garante a integridade, inclusive dos fumantes passivos. Nesse viés, a influência da indústria tabagista brasileira ainda é um obstáculo para que a legislação alcance plenamente os devidos objetivos. Além de que, os cigarros sem fumaça e a facilitação do contrabando dos maços são estratégias cruéis que desqualificam as campanhas antitabagismo no país. Assim, é notável o descumprimento da norma, que precisa ser analisada.

Diante os fatos supracitados, torna-se explícito medidas necessárias para atenuar as intempéries ocasionadas. Assiste ao Ministério da Saude, manifestar à sociedade os malefícios do fumo, por meio de infográficos e de documentários, como documentos de indivíduos que desenvolveram doenças pulmonares, fito de eliminar a prática do tabagismo. Ademais, cabe a Anvisa e as Secretarias estatais, fizcalizarem as empresas que comercializam maços de forma irregular, por intermédio do envio de fiscais nos centros de distribuição desses produtos. Poder-se-à, assim, a liquidez aludida por Bauman ser paradoxal ao imbróglio do consumo excessivo do tabaco, para que possa construir, de fato, uma sociedade saudável e livre dos malefícios ocorridos do hábito de fumar, visto que infortúnio desprendera-se do tecido social vigente.