Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/01/2021
Sob a ótica do filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, “a violência é sempre uma derrota, seja qual for a maneira como ela se manifesta”. Com efeito, percebe-se que a questão do tabagismo remete à premissa de Sartre, uma vez que representa uma violência contra a natureza, os indivíduos fumantes e aqueles que os cercam. Nesse contexto, faz-se urgente avaliar os impactos ao meio ambiente e à saúde da população.
Nessa perspectiva, é válido postular que o tabaco, do cultivo até o consumo, corrobora com a atual crise hídrica enfrentada pelo país. De fato, sabe-se que os agrotóxicos utilizados nas plantações de tabaco são incorporados no ciclo da água e, por isso, são responsáveis pela poluição de mananciais. Além disso, muitos usuários de tabaco descartam indevidamente os filtros dos cigarros, que podem ser levados para córregos, rios e lagos pela ação do vento ou da chuva. Certamente, esse cenário relacionado ao tabagismo, aliado à falta de tratamento do corpo hídrico, impossibilita que a àgua de mananciais seja utilizada para consumo humano, tendo em vista a poluição do corpo hídrico.
Por conseguinte, deve-se avaliar que o tabagismo resulta em quadros alarmantes de saúde, haja vista as milhares de substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro. Decerto, faz-se necessário expor doenças cardíacas e pulmonares, câncer, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens e, em casos mais extremos, a morte. Infelizmente, tais doenças não afetam somente os fumantes, mas também os fumantes passivos, indivíduos que convivem com fumantes e, devido a isso, são constantemente expostos à fumaça do cigarro. À título de exemplo, tal panorama é explicitado na obra cinematográfica “Constantine”, em que John Constantine, o protagonista, é diagnosticado com tumores pulmonares devido ao seu vício em cigarros desde a juventude.
É mister, portanto, buscar soluções para combater o tabagismo no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas governamentais, crie programas destinados à limpeza do corpo hídrico, seja em locais próximos à lavouras de tabaco, seja em áreas urbanas, com o fito de impedir que o tabagismo impulsione a crise hídrica. Ademais, comppete ao Ministério da Saúde, por meio da contratação de profissionais da área midiática, ampliar a veiculação de campanhas publicitárias que informem acerca dos males trazidos pelo cigarro, objetivando afastar os indivíduos dos problemas de saúde trazidos pelo tabagismo. Assim sendo, a violência contra a natureza e a saúde, citada por Sartre, será erradicada do Brasil.