Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/01/2021
No filme “É Proibido Fumar” a protagonista é viciada em cigarro e está disposta a abandonar esse mau hábito após apaixonar-se pelo seu vizinho. De modo lastimável, diversas pessoas no Brasil hodierno enfrentam empecilhos relacionados ao tabagismo, nem sempre conseguindo superá-lo, diferentemente da personagem. Desse modo, destaca-se duas principais causas que contribuem para o agravo desse entrave: a romantização do tabaco na mídia e a falta de debate acerca desse assunto. Nessa perspectiva, é válido ressaltar que há uma glamourização do cigarro presente nos filmes, séries e até mesmo desenhos que ocorre desde o século passado, sendo esse retratado como um acessório ou objeto de prestígio utilizado por diversos personagens. Sob essa óptica, consoante à teoria da Banalidade do Mal de Hannah Arendt, a sociedade aprendeu a enxergar certos hábitos como normais ou cotidianos, banalizando seus perigos, analogamente, a mídia tornou o tabaco em algo banal, fazendo que muitos indivíduos esqueçam de seus malefícios e comecem a consumi-lo. Assim, a romantização do tabagismo acarreta um cenário nocivo à saúde da população do país. Concomitantemente, há um escasso debate acerca desse empecilho entre a população, sobretudo os mais jovens, os quais são as principais vítimas do primeiro contato com esse vício, que sem um auxílio sobre o assunto, que acabam por experimentar o tabaco. Sob esse prisma, consoante à teoria da Tábula Rasa de John Locke, o indivíduo nasce como uma folha de papel em branco a qual é preenchida ao longo dos ensinos que recebe na sua vida, de modo alusivo, sem uma plena educação a respeito dos perigos do cigarro esses indivíduos tornam-se rasos no assunto, conforme o filósofo, sendo mais propícios a o utilizarem. Nesse sentido, a ausência do diálogo sobre o tabagismo suscita no agravamento desse quadro consternador no país.
Portanto, medidas efetivas são necessárias para sanar os entraves supracitados. Em primazia, é imprescindível que a mídia, suporte de difusão da informação, diminua o uso de cigarros em filmes, séries e novelas, por meio da proibição desse no contrato de emissoras e empresas, com o fito de suprimir a glamourização desse. Ademais, é mister que as instituições escolares discutam sobre o tema, implantando palestras e aulas acerca do tabagismo, com intuito de atenuar o número de jovens viciados. Somente assim, será possível ter uma realidade na qual o indivíduo abandone o tabaco, como mostrado em “É Proibido Fumar.”