Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2021

De acordo com o renomado filósofo chinês Confúcio, o homem joga fora sua saúde para conseguir dinheiro; depois usa o dinheiro para reconquistá-la. De modo similar, o uso do tabaco pode ser entendido como um dos elementos que prejudicam a longevidade humana por negligenciar suas consequências. Assim, no que tange ao tabagismo no século XXI, pode-se pontuar os seguintes problemas: o incentivo comercial da indústria tabagista e a perca da vitalidade do corpo.

Primeiramente, é imprescindível destacar que o marketing empresarial estimula a prática do fumo. No livro “sociedade do espetáculo” do autor Guy Debord, é explicitada sua teoria de que as pessoas vivem suas vidas bem como um espetáculo, entregando sempre suas melhores performances umas para as outras. De maneira análoga, o tabagismo, como consequência da publicidade, foi desde o século passado associado ao status de boa qualidade vida, com charutos caros e cigarros importados. Logo, a atitude de exibir para comunidade tal produto se tornou um sinônimo de “superioridade” que perpetua até os dias de hoje e estimula a sua aquisição.

Ademais, esse efeito negativo também se evidencia nas doenças ocasionadas nos usuários de tabaco. Segundo o sociólogo francês Charles Saint-Evremond, a saúde como a fortuna, deixam de favorecer os que abusam dela. À vista disso, Os compostos presentes no cigarro, como nicotina e outros milhares de tipos cancerígenos, tornam maior a probabilidade de desenvolver doenças e de piorar outras – câncer e pneumonia, por exemplo - nos indivíduos que exercem o fumo. Além disso, esses componentes podem promover o vício, por conta de suas propriedades químicas, e influenciar o uso de outras drogas.

Diante do exposto, urge, portanto, medidas para a resolução do impasse. Dessa forma, para desmistificar o tabaco do sentido de prestígio social, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com a OMS (Organização Mundial da Saúde), determine que a venda do tabaco seja realizada apenas na presença de uma carteirinha emitida pelo SUS (Sistema Unificado de Saúde), a qual certifique que o usuário está correto perante a sua própria saúde e apto para comprar a droga. A partir desse documento, será possível controlar o uso dos cidadãos e vender apenas até uma quantidade máxima, que será imposta pelo Ministério da Saúde, a fim de preservar a qualidade de vida brasileira. Nesse sentido, a observação feita por Confúcio será conferida.