Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/07/2021

O Brasil enfrenta uma epidemia em relação ao tabaco persistente em toda sua sociedade. Segundo o Ministério Mundial da Saúde, cerca de 12% do total de mortes anuais no país estão relacionadas ao tabagismo. Apesar disso, os números de aumento do uso deste grande mal voltaram a subir nos últimos 3 anos. Essa situação nefasta ocorre não somente pelo retorno da popularização do fumo entre os jovens, mas também do afrouxamento de medidas por parte do Estado na sua contenção.

Neste viés, é importante ressaltar como a volta do popularismo do tabaco entre a população com menos de 25 anos está sendo um grande problema. Em 2018, uma pesquisa realizada pelo Fantástico revelou que 65% dos jovens afirmam já terem experimento o cigarro, e pior, destes, 15% revelam fazer o uso contínuo quando em festas. A razão para esses números alarmantes está conectada à popularidade de modernização dos seus novos meios de consumo como narguiles, vaporizadores e cigarros eletrônicos, que apesar de terem venda limitada ou proíbida, continuam sendo de fácil acesso e, infelizmente, afastam a imagem uma vez criada daquele vilão de mau cheiro, que mata e traz outras graves consequências, mesmo sendo capazes de ter o mesmo ou pior impacto do que um cigarro comum. De tal forma, torna-se lúcido apontar que a falta de informação e fiscalização corroboram para o aumento de seu consumo entre os jovens, algo que precisa urgentemente ser mudado.

Paralelo a isso, tem-se o relaxamento de medidas atuais por parte do Governo no controle da situação, claro retrocesso para um país que já foi líder reconhecido pela OMS no combate ao tabagismo. Em consonância com o médico e apresentador Drauzio Varella, apesar das leis antifumo empregadas, não é a hora de abaixar a guarda, pois não é mais possível vencer essa luta sem readaptar ela para o contexto moderno tendo em foco a prevenção. Tal pensamento é comprovado uma vez que tem-se a ciência dos milhões gastos anualmente no tratamento de doenças relacionadas ao tabaco, algo que poderia ser evitado com uma maior intensificação contra o seu uso. Dessa forma, nota-se que ao negligenciar as variantes das causas dessa epidemia, o Estado está apenas juntando forças para que as somas dessas diretrizes resultem no agravamento dela.

Depreende-se, portanto, a necessidade que o Ministério da Saúde passe a criar campanhas com relatos reais da consequência do tabaco e suas variantes populares de consumo, por intermédio de parcerias público-privadas, com anúncios na TV, redes sociais, e principalmente próximo aos locais frequentados pelos jovens como pubs e baladas. Além disso, é primordial que o Governo, por meio de uma fiscalização mais intensa, passe a monitorar as compras desses produtos. Espera-se, com o conjunto destas ações, diminuir o tabagismo, e assim, melhorar a qualiadade de vida para todos.