Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
O documentário brasileiro “Dois pesos e duas medidas” retrata a história de José Carlos, um aposentado, que teve suas pernas amputadas em decorrência ao uso de cigarros. Fora das telas, os problemas com uso de cigarros são muito comuns. Neste sentido, no que se refere à questão dos problemas do tabagismo no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude da má influência midiática e da sobrecarga do sistema de saúde.
Primeiramente, é importante destacar que a mídia traz uma versão distorcida do usos de cigarro. De acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi feito para ser instrumento de democracia, não deve ser instrumento de opressão, porém, isso ocorre com a mídia e o tabaco. Desde o século XX, o cigarro vem sendo romantizado por filmes, novelas e séries, enfatizando que o usuário é descolado e moderno, como na série da Netflix, coisa mais linda, na qual o “galã” Francisco aparece sempre fumando.
Além disso, outro problema muito alarmante é a questão da saúde pública. O tabagismo não apresenta riscos apenas à saúde individual, mas também à coletiva, prejudicando pessoas que convivem com quem tem o hábito de fumar, dessa forma, mais pessoas podem desenvolver doenças relacionadas a isso. Em 2020, por exemplo, com a pandemia do corona vírus, doença que afeta diretamente o pulmão, pacientes fumantes passaram a ser grupo de risco de mais uma enfermidade, aumentando as chances de terem complicações e precisarem de leitos, o que gera lotações em hospitais e poderia ser evitado.
Portanto, para solucionar o problema do tabagismo no Brasil, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que o governo, juntamente com o Ministério da Saúde, invista em campanhas nas sociedades, através de palestras, programas de rádios e vídeos em redes sociais com profissionais de saúde, a fim de conscientizar e esclarecer os problemas que o tabaco causa e apresentar as dificuldades no sistema de saúde com doenças causadas pelo uso. Ademais, cabe a mídia inverter as maneiras de exibição do ato de fumar, mostrando a realidade desse hábito. Assim, talvez possamos evitar casos como o de José Carlos.