Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Vistos como uma expressão de liberdade e identidade forte, o cigarro e o conceito de fumar sofisticaram-se por volta do ano de 1880 e, com a invenção da máquina de cigarros, seu consumo foi impulsionado. Contudo, atualmente, com os avanços da medicina, tal consumo - chamado de tabagismo - é considerado uma compulsão e vício à nicotina que origina incontáveis malefícios à saúde coletiva e individual.
Segundo o escritor americano Mark Twain, deixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo tanto que, o mesmo, já o fez mais de cinquenta vezes. Apesar do tom irônico, essa é a realidade para grande parte dos fumantes uma vez que a nicotina presente nos cigarros causa alterações ao sistema nervoso central, modificando o estado emocional e podendo induzir o usuário ao abuso e dependência. Ao inalar a fumaça gerada pela combustão do tabaco, o adicto rapidamente saboreia de uma sensação de prazer, bem-estar e alívio da ansiedade. Associando tais fatores, infere-se o porquê o processo de parar de fumar causa crises de abtinência e é considerado tão árduo para o dependente
De acordo com o Dr. Drauzio Varella, médico e cientista brasileiro, para um fumante iniciante, a tosse é o primeiro sintoma do uso contínuo do cigarro. Posteriormente, indivíduo experiencia falta de ar, aumento da pressão arterial e até disfunção erétil, sendo dentro do organismo o maior problema. Doenças praticamente irreversíveis como bronquite, enfisema pulmonar e câncer no pulmão aparecem com mais incidência em dependentes do tabaco, já que a nicotina também queima e deteriora os tecidos das vias respiratórias. Os não-fumantes que convivem com fumantes - chamados fumantes passivos - também estão expostos a tais doenças, considerando que inalam da mesma fumaça produzida pelo cigarro. Para ambos fumantes ativos e passivos reduz a expectativa de vida de maneira drástica, podendo diminur mais de dez anos de vida, segundo estudos da Universidade de Oxford.
Com o câncer de pulmão sendo o câncer mais incidente do mundo e os riscos de doenças respiratórias sendo nove vezes maior nos fumantes, entende-se a importância de elaborar campanhas publicitárias que alertem, principalmente os jovens, sobre os perigos e consequências do uso contínuo do cigarro e divulguem aos já usuários os tratamentos gratuítos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Tais campanhas cabem ser elaboradas pelo Ministério da Saúde e pelas Secretárias Municipais, e devem ser realizadas em escolas, unidades de saúde, no comércio e em meios midiácos como televisão e redes sociais. Visando, assim, a conscientização popular e a diminuição dos casos de doenças graves causadas por esse mal disfarçado, presente na sociedade desde o século XIX.