Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/01/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a vida tornou-se veloz, ágil e imprevisível. Tal rapidez fez com que o fumo se destacasse como forma de prazer imediata, corroborando para o crescimento do tabagismo. Nesse prisma, salientam-se dois aspectos importantes: o cigarro tido como mercadoria de extrema lucratividade e ineficácia no tratamento de dependentes do tabaco. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses parâmetros a fim de garantir a melhora na saúde brasileira.

Em primeiro lugar, nota-se que o fumo transfigurou-se como um produto extremamente rentável para a economia. De acordo com o filósofo Adam Smith: “O consumo é a única finalidade e o único propósito de toda produção”. Dessa maneira, constata-se que, para as empresas fabricantes de cigarro, o lucro é o único fim de sua fabricação. Sendo assim, os problemas advindos do seu consumo são omitidos por ambições capitalistas e, consequentemente, o número de adeptos ao tabagismo cresce. Logo, doenças respiratórias, como bronquite, asma e câncer de pulmão passam a atingir grande contingente populacional.

Por conseguinte, é notório os problemas gerados pelo precário sistema de saúde. Esse, por não possuir condições financeiras significativas, não consegue atender a grande demanda de dependentes do tabaco. Como prova, têm-se os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os quais afirmam que mais de 16 milhões de brasileiros são viciados em fumar e menos da metade procuraram atendimento médico. Em suma, o vício torna-se um problema de calamidade pública, uma vez que a sociedade, em geral, sofre com consequências alarmantes.

Portanto, são evidentes os problemas causados pelo cigarro. Assim, concerne ao Ministério da Saúde criar políticas de reeducação populacional, as quais visem mudar o aspecto do tabaco na sociedade ao retratar seus malefícios à saúde. Tal política deverá ser feita por meio de panfletagem ou através de comerciais em canais de comunicação. Dessa forma, de maneira gradativa, o número de adeptos ao tabaco reduzirá.