Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/01/2021

A obra “O Grito”, do artista Edward Much, evidencia um ser que aparenta sentir pânico e desconforto diante do desconhecido. Essa ilustração vai de encontro à ausência de reflexão diante do tabagismo no século XXI, visto que, ao contrário do personagem, a sociedade não se terrifica diante dos problemas e das consequências causados pela toxicomania. Nesse sentido é evidente que esse panorama tem como o origem a escassez de medidas governamentais acerca do uso do produto. Assim, a falta de políticas públicas, bem como a momentaniedade social agravam essa situação.

Vale destacar, a princípio, que a falta de políticas públicas é a causa notória da questão. Nessa perspectiva, Abraham Lincoln, célebre político americano, disse que a política existe para servir à nação e não o contrário. Contudo, em relação ao tabagismo presente na sociedade hodierna, essa afirmação de Lincoln não se faz presente, uma vez que o Poder Público não serve o povo com ações, metas e planos que solucionem entraves, como o crescente número de usuários, bem como os problemas respirátorios causados pelas substâncias tóxicas presentes nos cigarros. Assim sendo, sem uma política comprometida, o combate de tal fato é praticamente utópico.

Além disso, é imprescindível destacar o “Liquidismo Baumoniano” visivelmente presente na atualidade. Nessa perspectiva, para o filósofo polonês Zigmunt Bauman, vive-se em uma sociedade individualista, a qual não se importa com os relacionamentos interpessoais ou problemas alheios. Sendo assim, as vítimas desse flagelo social, fruto da falta de empatia humana, recorrem ao uso do cigarro, o qual é socialmente aceito, para sentirem-se felizes, animados e até mesmo aceitos, determinadas sensações que são causadas pela nicotina presente no produto. Isso prova o descaso pessoal com os outros indivíduos e com as suas necessidades. Vê-se, dessa maneira, a importância de mudanças na perspectiva social.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse entrave. Logo, o Ministério da Educação, governo responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, por meio de uma parceria com as prefeituras, deve realizar um ciclo de palestras em escolas. Essa ação deverá ser compartilhada nas redes sociais das prefeituras no formato de “Live”, com o fito de atingir grande parte da população brasileira e trazer mais clareza a respeito do uso do tabaco e as consequências desse consumo. Ademais, ao cidadão cabe o papel de ser mais empático com os demais indivíduos, afim de, por meio de conversas interpessoais, ajudar os usuários a encontrarem felicidade e satisfação em atividades que não envolvam o uso de cigarros. À vista disso, o entrave social será vencido.