Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Durante a Belle Epoque, período de grande influência europeia no Brasil, o consumo de cigarros oriundos da nicotina se tornaram sinônimo de liberdade e poder. Nesse sentido, era comum perceber a presença de fumantes em diversos estabelecimentos, além de inúmeras obras literárias ou televisivas que mostravam a naturalidade do uso de cigarros. Entretanto, o consumo de tabaco é um dos grandes desafios para a política brasileira de saúde pública, sendo este um dos responsáveis pela baixa no índice de expectativa de vida, que mede o tempo médio de vida da população do país. Sendo assim, a fim de discorrer o tabagismo no século XXI, deve-se considerar a influência familiar, como também a negligência do Estado para com a saúde dos fumantes brasileiros.
Primeiramente, é indispensável apontar como causa da disseminação da prática do fumo a influência da sociedade sobre um indivíduo inserido nela, especialmente no meio familiar. Em consonância ao psicanalista Lacan, o ser em maturação busca o que se chama “espelho”, conceito que define a atitude da busca à personalidade a partir do outro, o que leva o cidadão em formação a repetir ações, mesmo que nocivas. Desse modo, com intenção de sanar o problema é preciso que haja gradual diminuição na naturalidade do ato de fumar, isso parte de uma conscientização populacional vinda do Poder Público.
Ademais, acrescenta-se o conceito elaborado por Durkheim, chamado anomia social. Seguindo essa linha, a Constituição Brasileira prevê o direito à saúde para todos os cidadãos, entretanto, acaba sendo negligenciado quanto ao seu cumprimento efetivo, o que instala um estado de anomia. Ou seja, é preciso que o Poder Público esteja em consonância às suas leis em virtude de diminuir o consumo de tabaco no Brasil e não torna-lo agente na diminuição da expectativa de vida brasileira, já que esse se enquadra como questão de saúde pública. Assim, não basta somente evitar o aumento de fumantes, mas também tratar os afetados pelo vício, o que soluciona também a problemática da “atitude espelho”.
Portanto, em virtude de sanar o problema do tabagismo no século XXI, medidas iminentes devem ser tomadas. Por isso, cabe ao Poder Público, por meio do Ministério da Educação, promover uma campanha que informe sobre consequências do fumo na saúde. A campanha deve ser promovida nas unidades de saúde pública do SUS e divulgada nas mídias sociais, tudo isso com a finalidade de tratar o vício da população fumante e evitar o consumo por parte de outros indivíduos. Assim, o Brasil terá seu índice de expectativa de vida aumentado, dando valor e atenção efetiva à saúde brasileira e descontruindo o quadro de anomia social vigente.