Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/01/2021
O tabaco, uma planta originária das Américas e um importante produto da exportação brasileira desde meados do século XVI, está presente na história da sociedade a muitos anos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto do Câncer (INCA), 9,8% da população do Brasil faz uso dessa substância. Tal informação releva um cenário preocupante, haja vista as graves e, muitas vezes, irreparáveis consequências do tabagismo.
Em primeiro lugar, a inegável negligência de diversos estabelecimentos comerciais facilita, demasiadamente, a compra de cigarro por parte de estudantes. Um levantamento, também realizado pelo INCA, aponta que 9 em cada 10 adolescentes conseguiram adquirir seu próprio fumo, mostrando assim a significativa responsabilidade que tais comércios exercem no número de tabagistas. Ademais, a forte influência recebida por familiares ou amigos já usuários desperta no cidadão uma grande curiosidade em experimentar a droga.
Assim sendo, os problemas causados pelo consumo dessa substância são severos e lastimáveis. O tabaco pode acarretar inúmeras doenças cardiovasculares e pulmonares, entre elas o Câncer de Pulmão, sendo esse o segundo tipo mais comum no país e o que mais mata no mundo, conforme uma notícia publicada pelo jornal O Tempo. Além disso, a liberação excessiva de monóxido de carbono na atmosfera pelo fumo colabora para a intensificação do efeito estufa, aquecendo o Planeta Terra, e ainda há a possibilidade, em tempos de seca, da bituca descarta, irregularmente, iniciar grandes queimadas.
Dessa maneira, a necessidade de medidas que atenuem as alarmantes adversidades do tabagismo são indubitáveis. Cabe ao Poder Legislativo sancionar os estabelecimentos, elaborando uma nova e mais rigorosa lei quanto a multa e pena para comerciantes que venderem cigarros para menores de idade, com isso a compra será reduzida e o número de fumantes também. Concomitante, é dever do Ministério da Saúde realizar investimentos pesados no SUS, garantido um tratamento com medicamentos adequados, um maior número de leitos nos hospitais e ainda disponibilizar mais psicólogos capacitados, a fim de reduzir assim a quantidade de óbitos por doenças provocadas pelo fumo e auxiliar, com a terapia, a reabilitação dos tabagistas. Por fim, o Ministério da agricultura e do Meio Ambiente precisa contratar, por meio de um rigoroso processo seletivo, um maior número de bombeiros e aumentar a fiscalização em possíveis áreas de incêndio, prevenindo assim as queimadas.