Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/01/2021

Na série “Friends”, estreada em 1994, há um episódio em que Chandler volta a fumar após anos  em que havia superado o vício. Nessa abordagem, associa-se o ato de fumar a completude, satisfação, além do amplo prazer. Nesse viés, nota-se, na contemporaneidade brasileira, similaridade com a ficção no que diz respeito à influência que a nicotina exerce sobre o ser, de modo a ocasionar, futuramente, problemas irreparáveis ​​relacionados à doenças crônicas obstrutivas e à doenças cardíacas.

Em primeira instância, convém ressaltar os primórdios no qual o cigarro foi inserido na sociedade. Nesse contexto, constata-se que a maior influência do tabagismo ocorreu quando a indústria fumaceira estabeleceu acordos com a indústria cinematográfica, de modo a transpor a significação do produto, altamente tóxico e mortal, para esferas de “glamour”, de poder e de sofisticação. Dado isso, percebe-se a perpetuação de malefícios em prol de lucratividade, no qual se impulsiona exponencialmente a utilização de um objevo como artifício da moda, tal constatação, acerca da manipulação midiática, foi pontuada por pesquisadores da Escola de Frankfurt.

Em consonância, cabe salientar as interferências do tabagismo na saúde. Nesse âmbito, identifica-se os fatores agravantes referentes às doenças obstrutivas, como a pneumonia, a bronquite, bem como o comprometimento de todo o sistema respiratório. Além disso, cabe pontuar os problemas cardíacos, os problemas circulatórios, a incidência maior de câncer, a elevação de vários agravantes a crônicos, bem como as mortes prematuras. Diante disso, o fim meio de ruptura com o tabagismo no Brasil poderá ocorrer caso haja maiores desincentivos, haja visto, pela abordagem de Popper, pelo “Princípio da Falseabilidade”, que a condicionalidade social é dada pelo contexto temporal momentâneo.

Diante do exposto, faz-se necessário infringir o tabagismo nacional para amenizar problemáticas irrecuperáveis. Portanto, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verbas estaduais, ministre palestras elucidativas e proeminentes, dirigidas por neurocientistas e por cardiologistas, em auditórios municipais, que racionalizem, pontuem, bem como desromantizem as ideologias atreladas ao tabaco, com o fim de condicionalizar a valorização biológica do ser.