Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
A indústria cinematográfica, ao decorrer do século XX, utilizava o tabaco como simbologia luxuosa e sexual, época chamada de “A era de Ouro do Tabaco”. Embora, na atualidade, os problemas ocasionados pelo vício do tabaco sejam amplamente conhecidos, essa ainda é uma realidade no século XXI, capaz de causar problemas ao indivíduo fumante e ao coletivo.
Vale destacar, a princípio, que a maior problemática voltada ao tabagismo é a gravidade da mazela no âmbito da saúde. Nesse sentido, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer afirma que o maior erro do homem é sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. Contudo, a utilização do tabaco e o consequente vício na nicotina contradiz esse pensamento, pois há o prejuízo na saúde do indivíduo causado, infelizmente, por uma escolha, induzida pelo “fetichismo da mercadoria”, conceito do sociólogo Karl Marx, que indica um valor simbólico atribuído ao objeto. Assim, a diminuição do tabagismo é fundamental para cooperar com a saúde do cidadão moderno.
Outrossim, é imperativo pontuar que a OMS alertou que “O tabaco nos ameaça a todos”, logo, o dano do tabagismo é exercido não apenas em quem o utiliza diretamente, mas também ao “fumante passivo” e, no Brasil, ao Estado, na vertente econômica. Dados do IBGE, informam que os gastos em problemas de saúde oriundos do tabagismo são de R$21 bilhões por ano. Portanto, é indubitável a necessidade coletiva de atenuar os índices de tabagismo no século XXI e, consequentemente, seu gasto anual aos cofres públicos.
Destarte, a cultura tabagista deve, finalmente, ser anulada. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde em parceira com o Ministério da Educação criar o projeto “Tabagismo não é luxo!” o qual, uma vez por semestre, faça palestras aos jovens, a partir do ensino médio, a fim de aniquilar fetiche do tabaco antes que a haja a primeira experiência. Desse modo, os índices de tabagismo no Brasil serão diminuídos, com efeito direto na saúde coletiva e nos gastos públicos advindos desses problemas de saúde. Logo, essa medida é importante para que a “Era de Ouro do Tabaco” permaneça apenas nas telas dos filmes de época.