Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo ainda se faz presente na população, fato esse que apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do negligenciamento de políticas públicas, quanto da falta de conscientização da sociedade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, vale destacar o grande uso do tabaco, derivado da baixa atuação de governantes, não que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, pensador e teórico político, autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à baixa atuação das autoridades que não estipulam uma quantidade mínima de cigarros, prejudicando pouco a saúde humana. Prova disso são dados do blog Farmasesi, afirmando que, em média, três a cada dez pessoas que morrem de diversos tipos de câncer, têm como causa o uso do fumo. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura Estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a pouca relevância dada a esse mal por parte da sociedade, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, pensador inglês e criador das três leis da dinâmica, entre elas a terceira lei, a qual define que cada ação gera uma reação. Em comparação a essa teoria, é nítido que parte da população não se preocupa com a própria saúde, pois milhões de pessoas fumam e mesmo percebendo que ocasionam consequências negativas, ainda permanecem usando essa droga. Bom exemplo são, novamente, dados do blog Farmasesi, informando que, aproximadamente, cinco a cada vinte cidadãos morrem por conta do cigarro. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação dessa conjuntura.
Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática. Destarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Poder Legislativo - órgão responsável pela formulação de leis - formule uma lei para a redução do uso do tabaco no Brasil e determine uma quantidade máxima de cigarros ao mês. Além disso, compete ao Ministério da Educação promover encontros psiquiátricos, por meio da construção de centros de reabilitação em postos de saúde, através de investimentos governamentais e parcerias público-privadas, com o fito de reduzir o percentual de fumantes no país, podendo, assim, alcançar uma sociedade semelhante a de Thomas More.