Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Com o avanço das industrias de bens e consumos na “belle époque”, o cigarro passou a ser visto como algo positivo, um artigo de luxo e sinônimo de status social. Apesar disso, deve-se dizer que o ato de fumar não é benéfico para saúde, uma vez que o uso do cigarro é causador de diversas complicações; Um exemplo disso é que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao comparar com pessoas que não fumam, fumantes tem 30% a mais de chance de desenvolverem câncer de pulmão. Sendo assim, é fato afirmar que o tabagismo no século 21 traz consigo diversos problemas e consequências, sendo os principais a poluição do ar interno e o aumento de doenças.
Em primeiro plano, é necessário frisar que o gás gerado pela queima do cigarro é extremamente tóxico, visto que, de acordo com dados da OMS, essa fumaça possui mais de 4.700 substâncias diferentes. Sendo assim, cabe afirmar que, ao consumir o tabaco em um ambiente fechado, como dentro de uma residência, o fumante prejudica todos as outras pessoas presentes devido a poluição do ar gerada pela fumaça do cigarro. Em síntese, percebe-se que o tabagismo configura-se como um problema social, visto que ele apresenta efeitos negativos tanto para o usuário quanto para aqueles ao seu redor, o que reforça a necessidade de seu combate.
Seguinto essa linha, é importante ressaltar que o aumento de doenças, principalmente do câncer, têm relação direta com o uso do tabaco. Nesse viés, vale pontuar que, novamente, dados da OMS apontam: a cada 100 mortes por câncer, 30 estão ligadas diretamente ao hábito de fumar. Ademais, é oportuno citar que, dentro de sua teoria do “habitus”, o sociólogo frânces Pierre Bourdieu explicita que os hábitos se desenvolvem pelo contato. Portanto, é evidente que o tabagismo pode também ser adquirido e reproduzido pelas pessoas que se relacionam com fumantes, o que mostra a necessidade de um combate ao alicerce do problema.
Face ao exposto, conclui-se que medidas devem ser tomadas visando acabar com o uso do tabaco no século 21. Dessa forma, urge que a OMS, em conjunto com as organizações da saúde dos respectivos países membros da ONU, reduzam, por meio de acordo internacional, o acesso aos cigarros e tabaco. Destarte, é imperioso que esse acordo garanta a proíbição da produção, consumo, e venda de qualquer artigo de tabacaria com nicotina ou substância viciosa similar. Por conseguinte, a produção do tabaco será reduzida substâncialmente, assim como o número de fumantes passivos e ativos, contribuindo para o fim do tabagismo do século 21.