Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/01/2021

Dr Dráuzio Varella, oncologista e escritor brasileiro, afirma que, de todos os vícios os quais ele já tratou, o tabagismo é o mais trágico e díficil de ser combatido. O que se percebe, no país e no mundo, é uma permanência da epidemia do cigarro, mesmo diante de informações cinentíficas que comprovam os danos para a saúde causados por esse vício. Nesse sentido medidas devem ser tomadas para enfrentar os problemas e as consequências do tabagismo no século XXI, tais quais os elevados gastos públicos para tratar das doenças associadas ao fumo e o crescente índice de novos fumantes entre os jovens.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o cigarro causa, no organismo humano, danos irreparáveis que demandam assistência médica contínua. Sobre essas consequências, a ONG “Truth Orange” (do inglês, “Verdade Laranja”), afirma que, no mundo, uma pessoa morre a cada seis segundos por doenças relacionadas ao tabagismo. No Brasil, esse vício se traduz em enormes gastos para os cofres públicos - 0,96% do PIB é destinado, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), para tratar das implicações médicas do tabaco. Logo, investir no combate à esse mal significa reduzir os gastos anuais com internações, cirugias e tratamentos de dependentes.

Outrossim, é imprescindível reconhecer que os jovens ainda são vítimas do vício em nicotina. Sob essa perspectiva, o livro “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, retrata momentos em que os meninos de rua usam o cigarro como forma de escape e descontração, cenas que permanessem verossímeis no século XXI. Fora das páginas, a Organização Mundial da Saúde classifica o tabagismo como uma doença pediátrica, visto que 95% dos dependentes iniciaram o uso da nicotina antes dos 18 anos, dado que não condiz com a ausência de campanhas nacionais “anti-tabagismo” voltadas ao público mais jovem. Sendo assim, fica claro que um dos caminhos para combater essa epidemia é focar na educação de crianças e adolesentes sobre os perigos desse hábito.

Considerando o exposto, medidas devem ser tomadas para mitigar os problemas e consequências do tabagismo no Brasil. Para tanto, os Ministérios da Saúde e da Educação deverão realizar uma camapanha anti-tabagismo em nível nacional, de modo a informar de forma clara os efeitos da dependência no organismo. Dessa forma, por meio de uma linguagem atrativa aos jovens - que envolva as mídias mais utilizadas por eles -, será possível diminuir o índice de novos fumantes, além de contribuir para controlar o gasto anual depreendido para tratar das consequências  do tabagismo.