Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/01/2021
Um movimento que surgiu durante o século XVIII, na Europa, marcado por ideais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade só progride quando os indivíduos se mobilizam entre si. No entanto, hodiernamente, nota-se esse ideário somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que o tabagismo no século XXI ainda se configura como um problema. Por isso, faz-se pertinente o debate acerca do negligenciamento de políticas públicas e da falta de consciência da população.
Sob esse viés, vale ressaltar o desleixo Estatal com a proteção da saúde da população brasileira, posto que não adotam medidas para minimizar os danos causados pelo tabaco. De acordo com a Constituição Federal, norma de maior hierarquia social, promulgada em 1988, e marcada pela transição entre um período autoritário para um democrático, assegura que todos os cidadãos, presentes no território brasileiro, têm o direito a uma saúde de qualidade. Entretanto, percebe-se que não é atribuída a devida relevância a esse direito, dado que o Governo não adota medidas mais coercivas, em relação ao uso do cigarro pelas pessoas, e não esclarece os danos causados à sociedade. Prova disso são dados do blog Farmasesi, afirmando que a cada dez mortes causadas pelo câncer, em média, três são relacionadas ao tabagismo. Em suma, atenta-se à baixa importância que a esfera federal dar à causa.
Outrossim, destaca-se a falta de consciência da sociedade quanto ao uso do cigarro, visto que não possui auxílio do Governo sobre os riscos da utilização desse fumo. Segundo Immanuel Kant, pensador e principal filósofo da era moderna, o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, observa-se que, devido aos indivíduos não possuírem qualquer instrução sobre os perigos e consequências do uso dessa droga, esses tornam-se suscetíveis à ocorrência de doenças futuramente. Bom exemplo disso são informações do site Revista Galileu, reportando que o tabaco promove doenças em mais de meio milhão de brasileiros. Em sintese, constata-se a escassez de propagandas que demonstrem os riscos do consumo do fumo, promovendo a proliferação de várias enfermidades.
Portanto, torna-se necessário efetuar ações holísticas para a resolução desse entrave. Dessa forma, compete ao Ministério da Saúde - órgão do Governo Federal responsável por fornecer condições para a proteção e recuperação do bem-estar da população - promover campanhas que propaguem os malefícios do uso do tabaco para a saúde e conscientizar as pessoas dos perigos pela utilização contínua, por meio das mídias televisivas responsáveis pelas propagandas em vários canais, com o fito de conscientizar a população e, conseqüentemente, minimizar os danos ocasionados pelo cigarro. Com isso, será possível alcançar uma sociedade mais instruída, ratificando, assim, o ideal Iluminista.