Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/09/2021

A Lei da inércia, de Newton, diz que a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível observar a mesma condição no que concerne ao problema do tabagismo na sociedade brasileira, que segue em uma intervenção que o resolva. Nesse sentido, o vício em tabaco tem como uma de suas causas a má influência midiática e, como uma de suas consequências, grandes despezas aos cofres públicos.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a má influência midiática presente na questão. Embora tenha perdido um pouco de sua popularidade em virtude das pesquisas que apontam seus malefícios, antigamente, o tabaco era algo glamourizado, especialmente pela sua presença em produções cinematográficas. Apesar de algumas melhorias, uma pesquisa realizada pela UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul) aponta que esse cenário persiste até hoje. Segundo o estudo, o público jovem, em especial, é influenciado a experimentar a droga ao ver o seu uso em séries, filmes e por celebridades. À proporção que a peça de mídia romantiza o uso da droga, o indivíduo mais vulnerável à influências deseja reproduzir esse costume, qual é prejudicial à saúde.

Em segundo lugar, nessa temática, é relevante as grandes despezas aos cofres públicos. De acordo com dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o tabagismo é um grande fator de risco para o desenvolvimento de doenças graves como o câncer e problemas cardiovasculares. Ainda, o tratamento das doenças relacionadas ao uso do cigarro custam cerca de 20 bilhões por ano aos cofres públicos. De acordo com o médico Drauzio Varella, medidas preventivas ao vício são ideais para combater o surgimento dessas complicações à saúde, diminuindo o prejuízo ao orçamento público, visto que custam menos do que o tratamento das doenças.

Logo, medidas estratégicas devem ser aplicadas para alterar essa situação. Portanto, o Ministério da Saúde deve investir em medidas preventivas ao tabagismo por meio de sessões de psicoterapia em grupo. Essas sessões serão gratuitas e deverão ser ministradas por psicólogos especialistas no assunto. Além disso, os especialistas farão palestras destinadas à sociedade brasileira para realizar a conscientização sobre os perigos do uso da droga, desconstruindo a romantização feita pela mídia. Assim, será possível que menos pessoas sejam prejudicadas pelo vício e que os recursos financeiros sejam melhor manejados na área da saúde.