Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/01/2021

Na minissérie da Netflix O gambito da Rainha, a bebida alcoólica e o tabaco são vícios tratados como normais, visto que os personagens consomem essas drogas como se não trouxessem consequência alguma em um futuro não muito distante. Ao longo da trama, a narrativa revela a relação entre a protagonista, Beth, e o uso excessivo dessas substâncias, utilizadas como válvula de escape em momentos difíceis. Embora seja uma obra ficcional, a série apresenta características semelhantes ao atual contexto brasileiro: o cigarro um problema de saúde pública e a mídia corroborando o problema.

Em primeiro lugar, é importante destacar que o tabagismo não é apenas um mal individual, pois, configura uma questão de saúde pública, uma vez que, provoca uma situação com riscos ao fumante ativo tal como às pessoas que convivem com ele. Segundo o escritor estadunidense, John Steinbeck, ‘’O homem é o único animal que arma sua própria armadilha, põe a isca e então pisa sobre ela’’, o que é análogo ao cenário brasileiro, já que, o ser humano criou e utiliza essa droga que traz malefícios à própria integridade física, podendo acarretar morte. Nesse contexto, apesar de o fumo estar diretamente ligado à graves doenças pulmonares e ao câncer, parcela da população continua a consumir narcóticos livremente, devido a disponibilidade no mercado, com intuito de satisfazer o vício desenvolvido.

Ademais, historicamente, desde o século XX, o uso de cigarros é romantizado e influenciado pela mídia, mediante propagandas, filmes e artistas. Atualmente, muitas obras cinematográficas ainda glamourizam o ato de fumar, e o associam a personagens populares, a exemplo do personagem Hooper, presente na série adolescente Stranger Things, que assim como Beth, fuma com frequência na obra. Nesse sentido, muitos jovens, para serem aceitos entre os amigos, são persuadidos a consumir narguilé, um tipo de cachimbo, que por intermédio de celebridades que postam essa prática nas redes sociais foi popularizado na sociedade.

Portanto, atitudes precisam ser tomadas para combater o avanço do tabagismo no Brasil. Para isso, o Estado deve, em parceria com o Legislativo, criar a lei Regulação do Bem, que irá regular a mídia exibida no país, por meio da aplicação de multas aos meios de comunicação que exibirem conteúdo normalizando o fumo, a fim de diminuir o contato e a difusão do tabaco na comunidade. Assim, deduzirá drasticamente a compra desse insumo, devido à falta de interesse dos indivíduos, e consequentemente a incidência de patologias relacionadas ao seu consumo.