Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/01/2021

Até os anos 2000 era bem comum ser exibido na televisão, durante horário nobre, propagandas incentivando a compra e o uso do cigarro, influênciando toda uma geração a adotar esse hábito. Hodiernarmente, apesar da proibição desses anúncios, o fumo continua sendo muito consumido no Brasil, gerando problemas a saúde dos fumantes e consequências a toda sociedade. Portanto, é cabível discutir como as produções de cinema e a indiferença do estado perpetuam essa problemática.

Primeiramente, ainda é recorrente protagonistas de filmes e seriados de hollywood fumarem, e  assim acabam que, de modo indireto, incentivam essa prática por muitos jovens. Fato este que intensifica os problemas causados pelo cigarro, que, segundo a Organização Mundial de Saúde causou a morte de 5 milhões de pessoas no último ano. Desse modo, caso esse costume persista nos filmes, o número de óbitos só tenderá a crescer.

Outrossim, além do incentivo da mídia a correria do dia a dia é outro fator que corrobora a continuidade do tabagismo. Uma vez que, de forma análoga ao conceito do Imediatismo atual, proposta pelo filósofo Zygmunt Bauman, o cigarro assim como outras drogas é usado por esses indivíduos como uma válvula de escape para o estresse do cotidiano. Entretanto, esse escape pode ter altos custos, tantos financeiros quanto em vidas.

Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar essa problemática. Logo, o Ministério da Saúde (MS) deve criar uma campanha nacional, com um dia D de combate ao tabagismo, por meio de anúncios nas mídias e eventos públicos que evidenciem a gravidade dos danos sociais e de saúde que o tabaco causa. Além disso, cabe ao Poder Legislativo propor novas diretrizes de fabricação do cigarro, com o uso obrigatório de filtros que diminuam as toxinas liberadas durante o uso, a fim de diminuir as taxas de mortes, e de novos fumantes. Para, somente assim, o país superar de uma vez por todas os danos causados pelas propagandas no século XX.