Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/01/2021
Na década de 50, nações, como os Estados Unidos, veicularam peças publicitárias e vídeos comerciais de empresas de cigarro, fator que desenvolveu a cultura de consumo do tabaco. Tal recorte histórico diverge da visão do tabagismo na contemporaneidade, em decorrência das constatações científicas acerca dos maléficios desse produto, todavia, tal problemática persiste socialmente o que propicia danos à saúde da população, acentuados pelo contexto pandêmico atual.
Concernente à temática do estado físico do usuário de tabaco, diversas patologias decorrem dessa prática. Essa premissa é relacionada a vários tipos de câncer, a exemplo o de pulmão, bronquite crônica, asma, entre outras doenças, resultantes do fumo e que foram fatores para o desenvolvimento do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, pelo Ministério da Saúde. Contudo, a Organização Mundial da Saúde aponta que o tabaco ainda mata mais de 8 milhões de pessoas anualmente, o que evidencia a persistência de uma parcela de cidadãos vítimas dessa problemática de saúde mundial e, desse modo, a fragilidade da saúde de diversos indivíduos.
Ademais, o panorama atual de pandemia devido a Covid-19, é acentuado pelo consumo de cigarro e similares. Essa assertiva, é validada pelo Dr. Alberto José, presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB), que aborda a relação direta do aumento da transmissão do coronavírus com usuários de tabaco pelo compartilhamento de aparelhos de inalação e o agravamento de casos de vítimas da Covid-19 que são fumantes, pela questão dos efeitos da fumaça ao sistema respiratório. Dessa maneira, é notório a necessidade de reduzir a população dependente do cigarro e de similares no contexto atual.
Portanto, é imprescíndivel que ações para mitigar o tabagismo no século XXI sejam adotadas. Para tanto, o Ministério da Saúde deve assegurar uma maior assistência a parcela fumante, por meio da intensificação das ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo em campanhas educativas e no financiamento de recursos em postos de saúde para o tratamento de dependentes, com o fito de reduzir a parcela social sujeita ao fumo. Outrossim, as Secretarias de Saúde, associadas ao meio midiático televisivo e online, devem promover a consciência do cidadão a respeito dos riscos do tabaco, por intermédio de anúncios na TV e carilhas online, que desestimulem essa prática. Logo, em divergência ao ocorrido na década de 50, haverá uma atenuação das mortes pelo fumo.