Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/01/2021
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, que afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele e mude seu percurso, a questão do tabagismo tem se agravado no Brasil. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o percurso, da permanência para a extinção, a combinação de fatores, como a ausência de açoes governamentais e o comprometimento da mentalidade social pela mídia, tem contribuido para a sensação de caos presente nesse cenário.
Convém ressaltar, a princípio, o silenciamento praticado pelo governo como um agente determinante para a constância do problema. Segundo a Constituição Federal, artigo196, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças. Contudo, o que se verifica é a má efetivação desse preceito, já que mais de 4,9 milhões de pessoas morrem, por ano, pelo uso de tabaco. Dessa forma, é necessário elevar o número de políticas públicas com a finalidade de extinguir a promoção do fumo e disseminar informações sobre seus prejuízos.
Outrossim, nota-se a mídia como um dos fatores responsáveis pela ingestão deliberada de tabaco. De acordo com o filósofo Theodor Adorno, a indústria cultural busca padronizar o comportamento dos indivíduos e estabelecer um consumo em massa de determinado produto com o obejtivo de obter maiores lucros. Dessa maneira, a glamourização presente em filmes, séries, novelas e comerciais banaliza os impasses e amplifica as consequências, como doenças cardíacas e pulmonares, câncer, pneumonia, AVC etc.
Portanto, percebe-se a inevitabilidade de uma tomada de medidas que realizem a desejada mudança do percurso. Nesse âmbito, é dever do Ministério da Saúde, em parceria com os meios midiáticos e prefeituras municipais, promover campanhas de conscientização e proliferar informações a respeito dos riscos a saúde, por meio de comerciais televisivos, manifestações digitais em oposição a glamourização do tabaco em filmes, séries, novelas e comerciais e de palestras comunitárias nos bairros, a fim de reduzir a mortalidade e a morbidade do consumo frequente de tabaco. Só assim, a combinação de fatores governamentais e sociais funcionarão como força descrita por Newton e redicionarão o percurso, da permanência para a extinção.