Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/01/2021

A Contituição federal, em seu Artigo 6, garante o direito à saúde  e ao bem-estar de seus cidadãos.Entretanto, essa não é uma realidade no Brasil, uma vez que a negligência do Estado, com relação ao crescente número de fumantes agrava essa difícil situação. Diante disso, urge analisar as principais causas e consequências dessa problemática.

No que se refere às causas, convém ressaltar que a mídia exerceu um papel fundamental ao influenciar a população ao uso do cigarro. Os filmes dos anos noventa demonstram o quanto o cigarro era visto positivamente, e até mesmo representava uma medida de estatus social. A série “Peaky Blindes”, que é toda ambientada nos anos vinte, é um ótimo exemplo de como o cigarro era normalizado. Isso se deve,  principalmente,  às indústrias do cigarro que vizam o lucro em detrimento da vida do consumidor.

Além disso,a negligência do estado aliada a desinformação da população levam a um consequente aumento no número de mortes ligadas ao uso do cigarro. Apesar de o Brasil fazer parte da agenda 2030 - que em uma de suas pautas se compromete a diminuir em um terço o número de mortes ligadas ao uso de cigarro - a falta de políticas públicas nesse setor revelam o descaso governamental. Isso, prejudica a população, que alheia aos malefícios do cigarro continuam a usá-lo. O filosofo francês Émilie Durkheim expôs que o individuo precisa conhecer o ambiente em que está inserido para poder agir. Logo, compreender os males que o tabaco causa é fundamental para evitar que mais mortes ocorram.

Depreende-se,portanto, a gravidade dessa problemática. Assim, o Estado deve ,por meio de parcerias público-privadas, fazer campanhas, que serão passadas em horário nobre nas mídia abertas, além de “lives” no canal do  “Youtube” do Ministério da Saude, com a participação de cardiologistas e outros medicos, a fim de esclarecer o quando o cigarro é danoso ao ser humano. Assim, será possível que a populção brasileira tenha noção de suas ações ,assim como Émilie Durkheim havia proposto.