Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/01/2021
Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante aos brasileiros o direito à vida e ao bem-estar social. Entretanto, o atual e constante consumo de tabaco – o qual causa o tabagismo – impossibilita que grande parte da população goze desses direitos na prática. Diante disso, é preciso destacar que fatores de ordem governamental e midiática configuram-se como empecilhos para o combate ao tabagismo na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, é imperioso destacar a ineficiência estatal como principal causa dessa problemática. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, percebe-se que a conduta displicente do Governo diverge dessa harmonia, haja vista que este não toma medidas para conter o consumo de tabaco, como aumentar os impostos sobre produtos fumígenos ou até mesmo proibi-lo gradativamente, o qual, por fim, ocasiona nas altas taxas de pessoas fumantes no Brasil – cerca de 10% da população, segundo a OMS. Dessa forma, faz-se necessária a reformulação dessa postura estatal para que o ideal aristotélico não fique apenas restrito à teoria.
Além disso, o estímulo cada vez maior do consumo do tabaco por parte das mídias sociais mostra-se relevante ao combate ao tabagismo. Para Karl Max, na contemporaneidade, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Nesse sentido, a exibição de pessoas fumando durante as programações de TV, principalmente no horário nobre da televisão brasileira, impacta diretamente no público que assemelha o uso do cigarro as emoções que os artistas transmitem durante filmes e telenovelas. Tal fato pode ocasionar dependência ao tabaco, a qual, a longo prazo, pode ocasionar diversas doenças respiratórias, como câncer de pulmão e tuberculose. Desse modo, é preciso uma intervenção do Estado na exibição desses cigarros nas TVs brasileiras.
Infere-se, portanto, a necessidade da adoção de alternativas que combatam o tabagismo no Brasil. Desse modo, cabe ao Poder Legislativo, órgão responsável pela elaboração e fiscalização das normas, criar uma lei, por meio da apresentação e votação no Congresso Nacional, que imponha um imposto de 10% sobre os cigarros vendidos no país e use o dinheiro adquirido no desenvolvimento de campanhas de conscientização, a fim de conscientizar os brasileiros acerca dos riscos à saúde que o tabaco traz. Dessa maneira, poder-se-á notar a diminuição do consumo de cigarros entre a população, fazendo valer, de fato, as prerrogativas constitucionais.