Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/01/2021
“O importante não é viver, mas viver bem”. Na ótica de Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa até a própria existência. Nessa perspectiva, percebe-se uma lacuna no tocante a esse preceito para os usúarios do tabagismo, haja vista que, tal droga gera dependência e prejudica a vida. Ora, uma imagem de desleixo e, sobretudo, omissão que apadrinha o futuro.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com o portal de notícias G1, 90% dos fumantes iniciou na adolescência. Sob esse viés, quando o Estado não enxerga essa mazela com prioridade, gesta-se uma geração de indivíduos relegados a esse vício e, não menos perigoso, a vulnerablidade social como margirnalização, em alguns casos, evasão escolar e, por tabela, a dependência que gera com o tempo cancêr de pulmão e infartos. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa temática. Na dialética de Clarice Lispector, “O óbvio é a verdade que ninguém quer ver”. Nesse sentido, quando imagens de tráficos de drogas, o recrudescimento do número de fumantes e, por extensão, a morte desses indivíduos se tornam comuns é indicativo para se exigir uma atuação mais urgente da sociedade, uma vez que essa agrura gera consequências lamentáveis para todos, isto é, gera alto custo para a saúde pública. Dessa forma, é fulcral que o olhar coletivo abdique de sua ação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve criar campanhas de conscientização em parceria ao ambiente midíatico, por meio de propagandas e, sobretudo, palestras educativas, a fim de expor a sociedade em geral os riscos do tabagismo e aumentar a fiscalização nas vendas de cigarros. Ademais, a coletividade precisa criar reuniões e grupos de apoio que possam ajudar aos que querem se livrar do vício, por intermédio de uma maior mobilização social, com o intuito de ajudar esses indivíduos que não tem condição financeira para se tratarem em uma clínica de reabilitação, sob pena que Oscar Wilde disse: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.