Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/01/2021

Na obra “ Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o tabagismo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da dependência psicológica, quanto da dependência comportamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o tabagismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido á falta de atuação das autoridades. O cigarro é usado pelo tabagistas para controlar suas emoções. Em geral quando estão tensos ou ansiosos, fumar os acalma. Com o tempo, o tabagista amplia o uso do cigarro para controlar seu estado emocional, tornando-se a forma comum de lidar com as situações, não lembrando mais como reduzir o estresse sem fumar. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a dependência comportamental como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o ato de fumar envolve várias associações de comportamentos ligados aos hábitos individuais ou sociais, ou mesmo a rituaisque, pouco a pouco, vão se tranformando em reflexos condicionais. Para exemplicar, pode ser citado o hábito de fumar nos seguintes condições: atividades intelectuais, após as refeições, etc. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a dependência comportamental contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exeqüíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o tabagismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido em palestras, através de médicos especialistas em doenças desenvolvidas pelo tabagismo e ralatos de “ ex ” consumidores de tabaco, relatando sua vida antes e depois do uso do tabaco. Desse modo, antenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do tabagismo, e a coletividade alcançara a Utopia de More.