Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 13/01/2021

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beauvoir, pode ser facilmente aplicada aos problemas causados pelo tabagismo e aos problemas e consequências causados pelo mesmo, já que mais escandalosa do que essa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a má influência midiática, além da falta de campanhas eficavez afim de acabar com o problema.

Primeiramente, deve-se resaltar a distorção do problema feito pela mídia como um complexo dificultador para a diminuição do uso do tabaco. Conforme Pierre de Bourdieu , o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população acerca dos prejudícios a saúde causados pelo uso de cigarros, como doenças cardiorrespiratórias e câncer, influencia na consolidação do problema.

Além disso, há a falta de campanhas eficazes como impulsionador do tabagismo. Segundo dados estátisticos, cerca de cinco milhões de pessoas morrem todos os anos por doenças ligadas ao uso excessivo de cigarros. Diante de tal exposto, fica clara a necessidade de criar campanhas em escolas e nas redes sociais, com o objetivo de levar informações importantes sobre as consequências que o uso do tabaco gera na saúde e na vida dos dependentes e dos que estão a sua volta.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências com o intuito de amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Saúde, com o apoio do MEC, deve criar campanhas nas redes sociais, por meio de relatos dos dependentes do tabaco, sobre os malefícios que o cigarro gera na vida do ser humano, com o objetivo de reverter a má influência midiática e levar informação para todos. Assim será possível reverter o hábito à que Beauvoir se refere.