Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/01/2021
“Terrivél é o passado, ou pior é o presente”. Tal fragmento do poema “Saudações aos que vão ficar”, do poeta Millôr Fernades, se alinha com o problemático cenário do tabagismo no século XXI, pois o ato de tragar que antes era tido como luxo, tomou grande proporção e na contemporaneidade é maléfico a saúde. Desse modo, uma mazela protelada por uma mídia omissa e uma coletividade ainda passiva. Eis o retrocesso.
Nessa dimensão, o primeira viés aponta ao discurso midiático ausente, no que tange a questão. Não raro, a pouca quantidade de publicidade envolta de anúncios televisos, propagandas de rádio e panfletos, impõe a sociedade uma mentalidade inerte de agura já solucionada. De acordo com o livro “Sociedade do Espetáculo”, do autor Guy Debord, a grande influência da imprensa propaga o capitalismo pelo uso de imagens, fomentado uma certa comodidade em relação aos efeitos danosos causados pelo uso da nicotina, tanto por quem utiliza, quanto para quem convive cotidianamente. Ora, se a mídia não instruir cuidado, o efeito para no compromisso social.
Ademais, é importante sinalizar o olhar longuínquo do âmbito comunitário no tocante ao dilema. Segundo o G1 - Brasil e Turquia são referências no combate ao tabagismo, diz OMS - o que demonstra maior eficácia no combate contra o vício de tabaquiar, uma vez que pode acarretar danos irreversivéis a saúde, como o câncer de pulmão. Contudo, como proclama Gregório de Matos “o todo sem parte não é todo”, afirmação essa que em paralelo ás responsabilidades estatais, urge em conjunto a necessidade de um acolhimento coletivo pleno desse fator político-social. Dessa forma, torna-se fulcral uma mudança intelectual e comportamental.
Infere-se, portanto, medidas para minorar a mazela do tabagismo no século XXI. Logo, é significativo que a imprensa promova campanhas, por meio do auxilio de profissionais capacitados sobre as lesões causadas pela proliferação do uso do cigarro, com fito de gestar uma melhor perspectiva de vida. Outrossim, o Poder Público deve investir de maneira plena no combate ao tabaco e por intermédio do Ministério da Saúde corroborrar para que municipios tenham pontos de apoios com especialistas, para orientar e amaparar dependentes, a fim de mitigar transtornos com à problemática. Assim, o presente não será “terrivél” como o passado.