Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/01/2021
São Tomas de Aquino defende que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da baixa mobilização do Estado permitiu o alto índice do tabagismo no século XXI, que contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de descaso constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do descaso estatal e encontra espaço na falta de desconhecimento social, que agravam a situação.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a omissão do Estado presente na questão. Sob esse víes, esse fator, de acordo com o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que os cidadãos gozem de seus direitos imprescíndiveis, como o acesso à políticas públicas na área da saúde, que englobem os perigos que o aumento do tabagismo pode causar, a fim de prevenir problemas como os cânceres de pulmão, o que, infelizmente, é evidente no país. Dessa maneira, essa ineficiência do Poder Público contribui massivamente para o descaso com a coletividade. Portanto, fica explícito que essa questão favorece a permanência do alto índice do tabagismo no Brasil.
Em consequência disso, surge a questão da falta de conhecimento social, que intensifica a gravidade do problema. Nesse sentido, a filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso direto à informação séria sobre as consequências do uso contínuo do tabagismo, como o câncer de pulmão e a necessidade de trata-lo desde início, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Dessa forma, percebe-se que no país a falta de políticas públicas que abordem as adversidades da situação e a importância da realização de exames rotineiros aumentam a dificuldade para a amenização do impasse.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre o alto índice do tabagismo no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais reuniões não devem se limitar aos alunos, mas serem abertas à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao perigo oculto ao uso do tabagismo, e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Desse modo, o princípio de Locke poderia se concretizar no Brasil.