Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/01/2021
No século XX, a campanha publicitária “Cowboy da Marlboro” mostrava, por meio de belas imagens e mensagens convincentes, o ato de fumar como um ato de liberdade, como se o mundo das pessoas que fumam fosse um lugar perfeito. Com isso, e outras propagandas dessa área, muitas pessoas passaram a fumar, buscando esse mundo prometido, no entanto, encontraram diversos problemas, inclusive os atores dessa propaganda, os quais faleceram devido a problemas pulmonares. Analogamente, ainda no século XXI, o consumo de cigarro é uma grande mazela da sociedade.
Isso porque houve uma época em que fumar era sinônimo de status e de autoconfiança. Esses fatores em conjunto com a influência de conhecidos e de propagandas instigaram muitos indivíduos a experimentarem, por conseguinte, muitos se viciaram no tabaco, sendo, portanto, difícil largar esse vício. Devido à síndrome de abstinência que é desencadeada quando o usuário fica um determinado período sem utilizar a droga, causando diversos sintomas como ansiedade e irritabilidade, os quais fazem muitas pessoas desistirem de parar, porém acabam enfrentando consequências piores no futuro.
É importante destacar que, segundo a Organização Mundial da Saúde, ocorrem, aproximadamente, oito milhões de mortes por ano por causa do consumo do cigarro, visto que ele possui uma quantidade grande de substâncias tóxicas, podendo causar diversas enfermidades, como doenças pulmonares, doenças cardíacas e cânceres. Além disso, esse inimigo da sociedade não afeta somente quem o usa diretamente, mas afeta todos que convivem com fumantes, ou seja, os fumantes passivos, os quais inalam indiretamente a fumaça que é extremamente tóxica, correndo, portanto, os mesmos riscos de saúde das pessoas que o levam até a boca. Ademais, ainda é intensamente prejudicial para o meio ambiente, causando queimadas em épocas de seca. Em vista disso, o cigarro não representa apenas um problema para o seu usuário, mas sim para todo o mundo.
Percebe-se, pois, que o tabagismo é prejudicial para toda a sociedade, pois causa consequências que podem ser irreversíveis. Portanto, o governo, por meio do Ministério da Saúde e da Educação, em parceria com a mídia, poderia criar campanhas educacionais nas escolas e faculdades, como palestras para os alunos e seus responsáveis, a fim de alertar sobre os perigos que o cigarro pode causar e os métodos existentes para ajudar quem quer parar de fumar, prevenindo o uso por jovens e mostrando um caminho para quem quer largar esse vício. Além disso, deveriam exibir essas palestras em horários nobres da televisão, para a informação ser passada para um grande número de pessoas. Com isso, seria possível minimizar os danos causados por essa droga, evitando, portanto, que mais pessoas sofram com problemas de saúde ou percam suas vidas como os “Cowboys da Marlboro”.