Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/01/2021

O tabaco é um produto derivado de uma planta do gênero Nicotiana, de maneira que seu principal componente é a nicotina, substância que causa dependência, segundo o médico Drauzio Varella. Perante tal ótica, por ser um mercado legalizado, o tabaco é comercializado em grande escala no Brasil atual, algo que, infelizmente, é justificado pelo vasto contingente de usuários do produto. Dessa forma, vale destacar as precariedades que seu uso excessivo acarreta na saúde individual dos cidadãos e o cenário público e econômico vigente, no tocante ao tabagismo.

Em primeira análise, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estado saudável é composto por três esferas: a física, a mental e a social. Diante disso, a ação viciosa e regular de fumar afeta tanto na saúde física, por causar doenças graves, como tuberculose e cânceres pulmonares, quanto na saúde mental, uma vez que, em longo prazo, gera a perda da habilidade de memorização, e no âmbito social, visto que a fumaça tóxica afasta pessoas do ambiente, por não quererem ser fumantes passivas e entrar em contato com os toxinas do cigarro. Logo, tornam-se evidentes os prejuízos causados à saúde da massa civil pelo tabagismo.

Nessa perspectiva, considerando-se que, segundo o Ministério da Saúde, 428 pessoas morrem por dia no Brasil por conta da dependência a nicotina, é notável que o entrave dimensiona-se como problema nacional. A partir disso, pela falta de engajamento estatal com o quadro supracitado, os gastos na área da saúde voltados aos usuários de tabaco aumentam devido às despesas médicas necessárias para tentar reverter os danos causados pelo seu uso. Nesse sentido, o “Contrato Social”, conceito proposto pelo filósofo contratualista John Locke, é violado, a partir do pressuposto de que o Estado não atua, de maneira eficiente, na atenuação da problemática, algo que compromete o país.

Depreende-se, portanto, que o tabagismo gera consequências negativas ao desenvolvimento saudável dos cidadãos e da sociedade e, por isso, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas contra o fumo de tabaco, nas quais sejam apresentados os malefícios ao bem-estar que o seu uso acarreta, além de criar grupos de auxílio aos que se encontram em estado de dependência do produto, por intermédio de palestras com especialistas e discussões dinâmicas coletivas, a fim de conscientizar a população sobre os efeitos nocivos do tabagismo. Ademais, as redes sociais podem contribuir na causa com publicações midiáticas e propagandas informativas que integrem o corpo social brasileiro ao debate. Quiçá, desse modo, o tabagismo será, no futuro, uma mazela superada do passado.