Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2021

O livro “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, traz um protagonista que tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. No entanto, para a ficção, o atual problema do tabagismo torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem do sonhador. Assim, para que seja possível reverter esse cenário, faz-se necessário entender como a manipulação midiática, bem como a omissão política são contribuintes para essa problemática social.

Vale ressaltar, a princípio, que a manipulação midiática é fator determinante para a consolidação dos entraves relacionados ao hábito de fumar no país. Nesse sentido, o filme “Obrigado por fumar”, demonstração os efeitos dessa manipulação na sociedade. O longa, conta a história do personagem Nick Naylor, principal representante da Academia de Estudos sobre o Tabaco e “porta-voz“ de grandes empresas norte-americanas de cigarro, que utiliza de um poder retórico aliado à participação de programas televisivos para tentar inocentar a indústria das acusações de mortes relacionadas ao consumo do produto . Fora da ficção, torna-se perceptível a facilidade dos meios midiáticos na disseminação de um padrão de comportamento que idealiza a utilização do tabaco como forma de inserção dos proprietários, isso ocorre, por exemplo, com a naturalização do uso e da exposição como novas formas de consumo desse material-como Narguilés e Vapes-romantizadas por personalidades famosas no Instagram.

Ademais, outro aspecto importante, é a omissão política presente no panorama brasileiro. Nesse contexto, o diretor norte-americano Wood Allen, determinação em sua máxima que “A vocação de um político de carreira é fazer de cada solução um problema”. Assim, a conduta imediatista dos políticos, que tomam o Estado como meio para a consolidação de privados, dificultam a existência de uma fiscalização adequada que garanta o acesso seguro a esses produtos, contribuindo, para o distanciamento entre a realidade enfrentada no país e o cenário previsto no texto legal.

Diante do exposto, faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Pública, definam regras mais rígidas para a divulgação desses produtos nas novas mídias digitais, como Facebook e o Instagram, que visem a diminuição da romantização desses produtos e da controlada dos proprietários. Além disso, que o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde e a Anvisa,façam alterações nas normas de fiscalização e comercialização do produto ,garantindo assim, a possibilidade de acesso seguro pela populaçã.