Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2021

O poema “No Meio do Caminho”, do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade, trabalha com a ideia de que existem surgirem (pedras) que impedem o avanço da sociedade. Nesse sentido, para um contexto literário, a presença do tabagismo no século XXI constitui um desafio à saúde pública que impossibilita o avanço do corpo social. Assim, para que seja possível reverter esse cenário, faz-se necessário entender como a manipulação midiática, bem como a omissão política são contribuintes nessa problemática.

Vale ressaltar, a princípio, que a manipulação midiática é fator determinante para a consolidação dos entraves relacionados ao hábito de fumar. Nesse sentido, o filme “Obrigado por fumar”, a história do personagem Nick Naylor, principal representante das grandes empresas norte-americanas de cigarro, que utiliza de um poder retórico aliado à participação de programas televisivos para induzir os telespectadores ao consumo do produto. Fora da ficção, torna-se perceptível a facilidade dos meios midiáticos na disseminação de um padrão de comportamento que idealiza a utilização do tabaco, isso ocorre, por exemplo, com a naturalização do uso e da exposição como novas formas de consumo desse material-como Narguilés e Vapes-romantizadas por personalidades famosas no Instagram. Ademais, outro aspecto importante, é a omissão política. Nesse contexto, o diretor norte-americano Wood Allen, determina em sua máxima que “A vocação de um político de carreira é fazer de cada solução um problema”. Assim, uma conduta imediatista dos políticos, que tomam o Estado como meio para a consolidação de privados, dificuldade a existência de uma fiscalização adequada que garanta o acesso seguro a esses produtos, contribuindo, para o distanciamento entre a realidade enfrentada no país e o cenário previsto no texto legal.

Diante do exposto, faz-se necessário que o Governo Federal, em parceria com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Pública, definam regras mais rígidas para a divulgação desses produtos nas novas mídias digitais, como Facebook e o Instagram, com o fito de diminuir a romantização essas Produtos e da manipulação dos proprietários. Além disso, o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde e a Anvisa, deve fazer as alterações nas normas de fiscalização e comercialização do produto, garantindo assim, a possibilidade de acesso seguro pela população.