Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/01/2021
Na obra “Cidade do Sol”, de Tommaso Campanella, é idealizada uma cidade na qual os seus habitantes estão livres de quaisquer intempéries sociais. Conquanto, na atual conjuntura brasileira o tabagismo apresenta-se como um empecilho para a realização dos planos de Campanella. Sob tal ótica, entende-se a necessidade de lidar com a problemática, que é fruto tanto elitização do tabaco no Brasil colônia, quanto causa dos gastos astronômicos no sistema de saúde.
Diante do exposto, é fulcral pontuar que, a culturalização do tabaco deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o filósofo grego Aristóteles, “A política serve para garantir a felicidade dos cidadãos”. Devido à falta de atuação das autoridades, o status social criado no Brasil colônia, fez com que o tabaco fosse introduzido definitivamente na sociedade brasileira, o que acarreta inúmeras enfermidades como como cânceres e problemas cardiovasculares.
Ademais, é imperativo ressaltar o os altos gastos na saúde pública como consequência do problema. De acordo com dados do G1, o Brasil gasta cerca de 57 bilhões de reais para tratar de doenças ligadas ao uso de cigarros. Partindo desse pressuposto, verbas que poderiam ser usadas em outros setores ou até mesmo para cuidar de outras doenças, precisam ser gastas para assistir pacientes com essas enfermidades. Destarte, intervenções são necessárias para solucionar o quadro supracitado. Portanto, urge que o Governo Federal, detentor do poder máximo por intermédio dos ministérios da Saúde e das comunicações, crie projetos educacionais direcionados a todo o país, por meio de canais de televisão e redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os malefícios do tabagismo. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e a sociedade sem isenta de intemperes idealizada por Campanella poderá ser alcançada.