Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2021

No século XX, a relação do tabagismo com a população era marcada pela grande sensação de liberdade que essa prática trazia. Tal sentimento fica evidente no poema “tabacaria” de Fernando Pessoa, no seguinte verso: “Saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos”, esse costume do fumo, infelizmente, se mantém nos dias atuais, especialmente no Brasil. Dessa forma, torna-se evidente que o tabagismo é um problema em ascensão, uma vez que as pessoas não levam a sério seus riscos, além da negligência do governo com o combate ao problema. Logo, faz-se necessário que o assunto vire pauta no país.

Em primeiro lugar, é nítido que a população não trata o tabagismo com seriedade. Sabe-se que a falta de informação é um grande fator para o agravamento da situação, pois boa parte do país não faz ideia do tamanho dos riscos que isso pode trazer para a saúde. Certamente poucos sabem que o tabaco gera aproximadamente 2000 compostos químicos, como hidrocarbonetos -substâncias tóxicas e cancerígenas-, além de prejudicar não só o fumante, mas também quem convive com ele, os chamados fumantes passivos. Por esse motivo, o povo precisa urgentemente buscar mais informações sobre os malefícios que esse vício pode trazer para a vida de alguém.

Ademais, o Governo claramente não trabalha para grandes mudanças desse cenário brasileiro. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 21 bilhôes de reais por ano são destinados ao tratamento de doenças relacionadas ao cigarro (aproximadamente 0,1 do PIB brasileiro) e a tendência é que, se nada for feito, esse investimento tenha que aumentar relativamente para atender as consequências trazidas pelo fumo ao longo dos anos. Porém, ainda que o Brasil tenha campanhas contra o tabagismo, o número continua a crescer e atinge pessoas cada vez mais novas, que começam sua vida fumante extremamente cedo. Por isso, nota-se que o trabalho feito para combater essa questão ainda não é o suficiente.

Urge, portanto, que atitudes sejam tomadas para mitigar a problemática. Assim sendo, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente das mídias, a realização de campanhas, divulgadas em meios de comuninação como televisão e redes sociais, para espalhar as verdadeiras consequências do tabagismo e seus riscos à própria saúde e de quem convive. Além disso, o Governo precisa demonstrar interesse pela causa e organizar projetos contra o costume do fumo ou até mesmo disponibilizar verba para a criação de grupos de apoio para quem deseja parar com o cigarro e não sabe como. Assim, essas medidas, juntas, caminharão para que o país se torne ainda mais exemplo no combate ao tabagismo e tenha uma população mais saudável.