Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 23/03/2021

O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa os problemas e as consequências que o tabagismo acarreta na sociedade, em evidência no século XXI, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade social vivenciadas por muitos brasileiros. Problemáticas como essas são potencializadas ora pela inércia estatal, ora pela má formação socioeducacional do brasileiro.

Em primeira análise, é válido destacar que a displicência estatal colabora com esse cenário. De acordo com o Artigo 6 da Constituição Federal do Brasil, de 1988, todo cidadão brasileiro tem direito à saúde. Entretanto, na prática, os que fazem parte dos que usam tabagismo, não possuem esse asseguro, já que tal ato propicia muitos malefícios à saúde. Sob esse viés, problemáticas em decorrência do uso do tabagismo são ocasionadas pelo descaso governamental, uma vez que, esse pouco divulga por meio de campanhas e de propagandas informações que enalteçam os malefícios que o uso da nicotina pode causar ao corpo humano. Em decorrência disso, muitas pessoas são acometidas por tosse, problemas respitatórios ,doenças cardiovasculares, consequentemente, proporcionando um caos para o desenvolvimento saudável da sociedade

Outrossim, o escritor escocês David Hume afirma que a principal característica que difere o ser  humano dos outros animais é o seu pensamento. Contudo, parcela da população brasileira desconhece os malefícios que o uso do cigarro pode acarretar, contrariando, assim, o pensamento de Hume. Por conseguinte, sem a devida orientação por parte das instuições de ensino, mais pessoas são acometidas por problemas decorrentes do tabaco, já que a fumaça para o fumante passivo é mais tóxica do que para o fumante ativo, ocasionando um maior desequilíbrio social e para os gastos com a saúde pública, visto que de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 21 bilhões por ano são destinados ao tratamento de doenças relacionadas ao cigarro. Situações como essas poderiam ser amenizadas com a informação.

Diante do suprecitado, urge que o Estado, por meio de verbas públicas. invista em propagandas que enalteçam os malefícios que o uso do cigarro pode causar, com o intuito de que menos pessoas sejam usuários desse “proporcionador” de doenças. Ademais, é importante que o âmbito escolar  insira nas grades curriculares debates voltados para as consequências do uso do tabagismo, que esses debates sejam feitos com a participação de especialistas no assunto e com a participação dos pais, com a finalidade de que as pessoas fiquem informadas e usem isso em seu benefício e ao do próximo. Com isso, o ideal de Nietzsche poder-se-á tornar realidade.